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[Prólogo] Prólogo de Céfalo de Lobo - O Espelho de Isis

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[Prólogo] Prólogo de Céfalo de Lobo - O Espelho de Isis

Mensagem por Convidado em Qua Fev 25, 2015 5:18 am


Parte 1: A Grande Missão

Céfalo havia se tornado cavaleiro há menos de duas semanas quando sua primeira grande missão lhe foi dada. Apesar de ter sido aceito pela armadura e reconhecido pela própria deusa Atena (uma história para outro dia), ele ainda sofria grande preconceito de muitos soldados e mesmo cavaleiros. Enquanto o santuário era um berço de cultura e diversidade étnica, ainda existia uma certa sub-cultura no local, a dos que pensavam que apenas gregos deveriam ser cavaleiros. Sim, Céfalo era um grego, mas sua aparência e etnia mista ainda faziam dele um alvo para a particularmente racista sub-cultura. O problema pararia por aí se apenas soldados de baixo-escalão pertencessem a este grupo de gregos, mas de fato haviam cavaleiros de prata e bronze, e, de acordo com rumores, até mesmo um dos consultores do grande mestre, que os apoiavam. De qualquer modo, a missão de Céfalo teve suas raízes neste pequeno conflito racial, e o cavaleiro de bronze logo recebeu uma carta dizendo que deveria viajar ao Egito, onde receberia ordens na cidade de Tanta. A viagem foi longa e marítima, e não fazia o estilo do cavaleiro, apesar das paisagens totalmente novas que o cercavam. Na verdade, a vista ao entrar no delta do rio Nilo quase fez valer a pena os dias inteiros de náusea e enjôo que o cavaleiro sofreu antes de atracar em Tanta, já que durante o outono (estação atual), partes inteiras do rio estavam lindamente cobertas com pétalas de lótus vermelha, uma visão que com certeza ficaria na memória do cavaleiro até o fim de sua vida. Aquela era, afinal, uma das razões pela qual havia se tornado cavaleiro, nunca teria visto nada do tipo em Rodorio.

Ele deixou seu barco nas mãos dos enviados do santuário e foi de sozinho ao ponto de encontro combinado. Tanta era uma cidade terrivelmente quente, com o clima desértico do Egito indo a extremos que o cavaleiro nem poderia imaginar, nunca tendo deixado a Grécia antes. Ele estava em terras estranhas, onde a língua grega, oficial do santuário, não era praticada, mas sabia um pouco de latim, o que pelo menos o ajudou a encontrar o templo que procurava, após falar com alguns mercadores do delta. Ele recebeu muitos olhares desconfiados nas ruas da cidade, mas podia entender. Era raro para a cidade de Tanta receber estrangeiros jovens, ainda mais de pele tão clara, olhos de cores desiguais e uma grande urna coberta nas costas. Não seria estranho nem levar uma facada em uma situação como aquela, mas sua atitude reservada ajudava-o a parecer inofensivo, apesar de tudo. Dentro de algumas horas, Céfalo se via em frente a um pequeno templo, onde cobras, escorpiões e outros animais encontravam-se soltos de maneira descuidada. As estátuas de crocodilos, caranguejos, milhanos e gansos o fizeram suspeitar, mas o símbolo gravado no topo do templo não deixava dúvidas. Aquilo se tratava de um templo da deusa Isis.

O tamanho do templo enganava, apesar da altura acima da média, fazendo-o parecer pobre e abandonado, já que o exterior castigado pela areia e brisa marítima deixava a desejar em termos de aparência. O interior, porém, deixou o cavaleiro de queixo caído. O chão e o teto reluziam como ouro, enquanto as paredes eram cobertas por uma fina camada de prata. Pendurados pela extensão das paredes haviam amuletos, em sua maioria escaravelhos. As cores destes variavam, mas pareciam focar-se no preto, vermelho e verde. A estátua principal era claramente esculpida em ébano, decorada ricamente com lapis lazuli e marfim, com um cetro de prata sólida. O preço apenas daquela grande estátua deveria estar muito acima de qualquer outra construção daquela cidade, o que realmente impressionou Céfalo. "Como poderia um monumento tão rico não ter sido saqueado no tempo que levou para o exterior de pedra ficar daquele jeito?" Ele se perguntava, e o interior parecia extremamente bem-cuidado, mas intocado por décadas. Em cima da cabeça da estátua, encontrava-se um trono de ouro reluzente, que o cavaleiro teve a tentação de escalar no momento em que avistou. Aquilo o fez perceber que estava lidando com a força mais ameaçadora de Isis, a persuasão. Se sentasse lá, provavelmente seria forçado a renegar a Atena, se os contos dos renegados egípcios eram reais, e ele não arriscaria. Ele voltou-se para trás ao ouvir o som de madeira batendo no chão, e se deparou com um senhor de idade, carregando uma bengala de puro ébano, que o fitou com interesse. O homem não lhe disse nada, mas lhe entregou um envelope selado, e com a marca de Atena, retirando-se da sala. Céfalo duvidou que o homem mesmo falasse sua língua, já que não havia mostrado o menor interesse em tentar se comunicar com ele, e apenas pegou o envelope em silêncio, tentando não pisar em animais venenosos. Ao abrir o envelope, ele começou a ler:

"Por ordem do Grande Mestre,  esta mensagem está destinada apelas aos olhos do Cavaleiro de Lobo, e deverá ser destruída após sua memorização."

Céfalo revirou os olhos, partindo para o corpo principal da mensagem. Essas formalidades o faziam sentir-se mais como um agente de algum império do que como soldado.

"Céfalo deverá agir como meio de comunicação entre a deusa da sabedoria egípcia, Isis, e os interesses do santuário. O auxílio de Isis deverá ser requisitado, e o lobo deverá dar sua vida se necessário, para que um acordo seja alcançado."

Aquilo não era surpresa, pelo menos não a parte de dar sua vida. Um cavaleiro de bronze tinha mais valor em uma missão como aquela do que no campo de batalha, mas a noção de bancar o embaixador divino fez o cavaleiro ficasse pálido. Sinceramente, não tinha a menor idéia de como negociar com deuses, ainda mais aqueles que se especializavam em técnicas de negociação. Depois de ler o pergaminho, ele o esmagou entre as mãos, pulverizando o papel com um movimento dos pulsos e voltando-se para a estátua. Ele sabia que o trono que parecia chamá-lo não podia estar lá por mera coincidência. Mesmo assim, o cavaleiro decidiu relaxar, sabendo que, de mente cheia, não teria a menor chance. Ele largou sua urna no chão, lavando o rosto e bebendo de uma fonte incrustada na parede, e sentou-se a seu lado, fechando os olhos. Ele concentrou-se e começou a meditar naquele templo tão quieto, talvez por uma hora, talvez mais. De qualquer modo, parecia muito mais, já que sua percepção agora ultrapassava a velocidade média do som. O que aconteceu depois o surpreendeu, e foi aí que percebeu que havia entrado em um profundo transe. De repente, era como se os raios do sol atravessassem o templo e suas roupas, e irradiasse seu corpo. Não apenas o corpo, ele pensou, mas seus ossos, sangue, e mesmo o próprio cosmo.

Por um momento, a figura de Atena pareceu se formar em sua mente, que o cavaleiro conseguiu, com algum esforço, diferenciar como Isis. A aparência da deusa era diferente, mas sua cosmo-energia transmitia paz e sabedoria, quase como se nutrisse seu corpo e mente ao mesmo tempo. Ela era a deusa que era capaz de ordenar o sol, e seu cosmo irradiava junto de outro, muito maior. Aquela presença era irrelevante, e estava sob total controle de Isis, mas parecia ter poder o bastante para obliterar a deusa em si, e o pensamento causou um calafrio no cavaleiro. Afinal, ele ia negociar com um ser capaz de manter tal poder, mesmo pertencendo a outro. Ela não falou com ele, mas a comunicação entre eles foi clara. A deusa parecia estar dividindo a consciência de Céfalo com ele, e ele pôde entender que ela partilhava dos interesses de Atena em manter os seres humanos no mundo, apesar da outra presença não concordar. O consenso era de que o terceiro ser estava lá apenas por estar, porém. Não houveram palavras, e o item não tinha nome, era apenas o "espelho de Isis", e ela o ofereceu ao cavaleiro em troca de um favor. Estranhamente, o favor era bem direto, recuperar o espelho. E obviamente, ia ter de sentar-se no trono. De volta à realidade, ele se levantou, apanhando a urna da armadura de lobo e escalando a estátua. Uma vez no topo, ele sentou-se no trono, e tudo ficou escuro por um momento
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