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[Prólogo de Alathor de Virgem] - A redenção

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[Prólogo de Alathor de Virgem] - A redenção

Mensagem por Alathor em Sab Fev 28, 2015 3:53 pm



O silêncio das estrelas


" Não vou dizer a vocês que as coisas são de um jeito ou de outro, mas, se vocês são reais, onde estão? E, se o mundo é real, onde está?" - Buda.

A noite era chegada novamente. O Santuário de Atena se encontrava em silêncio, soturno e oco.

A natureza silenciada permitia o eco dos pensamentos vagos, a suave brisa que costumeiramente percorria desde as pequenas frestas até o mais largo dos espaços, ali, não preenchia nem sequer o vazio cumulado no peito, nem mesmo céu majestoso adornado por estrelas cedia a chuva para lavar a alma e disfarçar o pranto, a lua que quando cheia espargia seu intenso brilho cintilava tímida nos olhares marejados. A paz quando conquistada traz como espólio, aos vencedores, uma canção sem melodia, palavras sem escritas, talvez fosse por isso que, em silêncio, as aves noturnas entoavam canções aos corações entristecidos.

A casa de Virgem também permanecia em taciturnidade, aliás, se ali ao menos houvesse vento, esse certamente ciciaria ao que se encontrava lá fora ecoando a mudez vazia composta do que se faltava. As paredes ruídas, fossem pelos anos ou pelas inúmeras batalhas, sustentavam a única visita das horas sombrias – a escuridão. O chão gasto, castigado, repleto de frestas e sulcos, estava frio, sujo, como se há tempos não recebesse ninguém para conduzir por seus caminhos. A luz não ousava adentrar ali e por isso observava a tudo do último degrau externo, à entrada daquela morada. Não havia nada ali, exceto alguém.

As batidas eram secas e compassadas, de baixo tom e serenas, sem pressa, acrescentando um silêncio tétrico ao enorme vazio que compunha a noite, amalgamando, tal qual um contraponto, era assim que ecoava as batidas daquele coração. O ar carregado e rajado se suspendia ao ar, se misturava em megatons de poucas esperanças, intensas lembranças, o aspirar era tão sutil quanto o expirar, trazendo consigo em valsa, a bucólica necessidade de respirar, podendo ser sentido nas castigadas paredes, no mármore frio do chão, nas solitárias pilastras e em todo o vazio dali num lento vaivém.

O rapaz possuía longos cabelos loiros, eram bem tratados e reluzentes, tal qual uma amalgama de fios de ouro, mas ali, eram apenas mais uma parte do negrume dali alojado. Os olhos eram um mistério, permaneciam fechados, a escuridão perdurava sob e sobre eles, havia os que acreditavam que aquelas orbes jamais foram tocadas pelo sol, outros diziam que nada havia por sob as pálpebras e tinha os que afirmavam serem formados por pura luz, mas a verdade era que naquele momento eram tão escuros quanto o oceano profundo. Era ele o guardião daquele lugar e era dele também o maior silêncio, aquele que conglomera a todos os outros. Estava imóvel, inabalável tal qual a maior das montanhas, pesado, sozinho, permanecia paciente, bem como, a flor que aguarda para ser colhida ou como o sábio que espera a morte.

A inercia não seria duradoura, rompeu-se ainda em meio a hora sombria, uma rajada de ar cortava a escuridão sem mácula dali, trazia consigo o aroma da morte, tão intenso que podia-se sentir o gosto de sangue espargir na garganta, os gritos de milhões de almas aflitas pareciam ricochetear por entre aquelas paredes. Os passos que se seguiam em meio àquele silencio ensurdecedor se dirigiam para a entrada do recinto e os olhos, ainda que fechados, fitavam com tristeza a imensidão do céu, poucos minutos após, em silencio ele partia.




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