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Naríria de Necromancer

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Naríria de Necromancer

Mensagem por Convidado em Qua Mar 11, 2015 7:12 pm


nome
NARÍRIA CALE.

idade
NASCIDA EM 1568.

sexo
FEMININO.

signo
VIRGEM.

reino
SUBMUNDO.

veste
NECROMANCER DA ESTRELA CELESTE DO ESPÍRITO

psicológico
Naríria possui uma capacidade muito rápida para aprender apenas observando e isso a leva longe, seus métodos de batalha e até mesmo de tortura já passaram por diversos refinamentos onde ela via que poderia haver uma melhora, na realidade pode ser muito sádica e cruel indo longe. Desinibida, quase brincalhona, se ela não fosse Naríria, tem a fala suave e flerta constantemente com qualquer ser, manipuladora gosta de ter o controle das situações. Foi criada com o objetivo de se submeter, e até certo ponto faz isso, mas quando dominam-na inteiramente e de verdade, ela demonstra um lado diferente, submisso, lascivo, que sá vulnerável. Ela gosta quando demonstram poder sobre ela, mas se você for a pessoa errada a fazer isso uma dor imensa certamente virá. Ela é a face perfeita do antagonismo, uma alma selvagem e sem controle algum, e quando bem ensinada torna-se o perfeito mascote, dócil com seu dono, perigosa para os outros.
Conseguir o que almeja, mesmo que não seja pra si, é uma de suas principais filosofias, sua perseverança assusta, pois quando dá sua palavra essa é cumprida, mesmo a custa de algumas vidas. Ela é valiosa, por isso mesmo sendo uma pessoa, ou melhor, um espectro, um resto de pessoa quebrada, destruída, retorcida e suja, seus ideais são os certos, suas batalhas são as que comumente vencem. Assim como quase todos afirmam ser, ela é uma boa atriz, dissimulada e falsa, quem não a conhece certamente se tornará uma de suas vítimas. Em seu caminho ela gosta principalmente de truques para fazer as pessoas se ‘apaixonarem’ e então poder brincar, assim como aconteceu consigo, sua maior escolha se resume a matar e viver.

Ao mesmo tempo, que muito astuta e misteriosa, é tansa e clara. Naríria possui diversos problemas mentais, ou não, talvez ela seja muito complexa em seu modo de pensar para que os outros a entendam. Poderia se dizer que é pacífica, se não fossem seus inúmeros surtos a qualquer momento, em qualquer lugar, com qualquer pessoa... Por qualquer motivo... É sozinha, solitária, ou seja lá como chamam as pessoas como ela, acostumada a se virar por si só, acredita ser uma das poucas que conhece a lei da sobrevivência, a famosa “É cada um por si”, acha uma grande tolice a confiança, um sentimento que nunca deveria existir, perda de tempo, pois pessoas dignas de si não existem, ninguém nunca é digno a ponto de merecer que ela se arrisque. Ninguém nunca é digno que mereça ser salvo.

É orgulhosa de suas capacidades e de tudo o que é. A mulher vingativa e perspicaz, mas sem chances de pôr isso em prática. Sua força cresce do medo e raiva alheia, busca cada pequena fraqueza e a transforma em força e arma de ataque. Naríria não tem medo de usar truques sujos ou de parecer covarde, no fim quem vive é o maior jogador, e até os dias atuais ela não morreu.

Sua lealdade ao submundo surgiu no momento em que percebeu todas as mortes e poder que ela poderia obter ali.


aspectos corporais
Seus cabelos são longos e negros lhe descendo até abaixo do quadril, em maciez tamanha que daria inveja a mais refinada seda, seu brilho sobrepuja o de um diamante, eles enfeitam e desenham perfeitamente os contornos e pele. Pele essa que é macia e pálida, suave como veludo e viciante como ópio, apenas maculada pela fúria que sofreu em sua antiga vida, suas costas mesmo macias ao toque, agridem a visão, cheias de cicatrizes e algumas chagas, marcas profundas e máculas tão antigas que nem mesmo sua passagem foi capaz de sanar.

É comumente vista segurando a arma que mais se empenhou em dominar após despertar sua estrela maligna, a besta. A empunhadura foi desenha em aço e banhada em sangue de cadáveres revem mortos, as lâmina das flechas apresentam a peculiar cor vermelha, marcadas de seu próprio sangue. Sua habilidade em empunhar e atacar apenas cresceu com o tempo, não que ela fosse a melhor de todas, mas estava entre as melhores. Assim como sua personalidade sua aparência imponentes fazem jus ao cargo que conseguiu. Sua mira é certeira.

Sua cintura é fina e delicada como uma ampulheta, contrastando com seu quadril e ombros  largos. A altura de 1.65, mesmo sendo baixa não a deixa menos imponente, a deixa vulnerável, perfeita para enganar a todos. As mãos finas e suaves de dedos longos, firmes em sua pegada e decisivos, seus braços são fortes e ao mesmo tempo magros, suas pernas são longas e definidas. Possui seios não tão grandes, mas nada que minorize sua beleza. Sua maior arma são seus olhos geralmente pretos como uma sombra noturna velando mil segredos, mas quando transformada eles atingem um lindo tom escarlate com pupilas quase felinas, mas que na realidade são características dos antigos animais mais selvagens. O nariz é uma delicada e fina ponte entre testa e os lábios finos e tentadores.

Geralmente usa seus cabelos amarrados em duas fitas em tom vinho para não se sentir incomodada, seu rosto sempre limpo  claro, inexpressivo, apenas adornado pelo par de óculos de armação sutil e arredondada. Suas roupas, quando não está trajando sua amada sobrepeliz, o que é raro, é um diferente vestido, também no tom vinho, relativamente curto e bem rodado, com algumas rendas por baixo do tecido frontal, assim como a blusinha, uma roupa que assim que tocou os pés no submundo urgiu em seu corpo, que cobre a parte posterior deste.


habilidades
técnicas


história
INFÂNCIA?

Ano de 1573, residência do matemático John Dee de Londres.

Estava sentada na sala, observava John trabalhar e andar, a pequenina tinha olhos grandes e observava a tudo atenta, o homem que conhecia como seu único exemplo paterno — ele era seu pai, que outro exemplo teria? — passava novamente com aqueles montes de papeis, objetos estranhos e algumas coisas afiadas, ela não entendia o porquê de ele sempre usar aquilo e não se atrevia a perguntar, o homem diversas vezes sucinto, mas mortal em palavras não poupava esforços para ensiná-la seu lugar, abaixo de si, olhando e aprendendo.

Fora criada em meio ao ‘respeito’ e a opressão, ela se chamava Naríria Dee, mas desde que aprendeu o que ser uma Dee significava —seu sobrenome derivava do termo galês “du” que quer dizer negro, assim como o que faziam— perdeu o amor que poderia ter por esse nome, lembrava-a a suas origens e porque tinha de viver assim.

— Venha cá. Saia daí Naríria, por que me olha assim? — a voz grossa e um pouco rouca soou pela sala chamando à criança — Rápido, venha aqui tenho algo a lhe mostrar! — ele exclamou e ela veio quase correndo a seu encontro.

Em passos característicos de uma criança de 5 anos a menina chegou próxima ao homem. Ele abria uma enorme cartolina, que mais se parecia um mapa, havia vários desenhos e emblemas pelo papel, mas o que mais chamava a atenção eram os desenhos do corpo humano, um masculino e um feminino, muito bem detalhados, os olhos da garota se arregalaram, era a primeira vez que seu pai lhe mostrava algo do gênero, antes ele sempre a impedia de ter contato direto com suas coisas, apenas a ensinando oralmente tudo o que achava necessário.

— Vê esses traços aqui querida? —perguntou quase gentilmente mostrando diversos traços que separavam os corpos em seções — Dá última vez lhe ensinei a usar as variedades de lâminas. Agora você tem o dia de hoje para aprender e memorizar cada um deles.

As ordens eram claras, a menina que já sabia ler desde que aprendera a entender, pegou os mapas corporais das mãos de seu pai e seguiu de volta para seu quarto. A noite foi longa, mas nada que ela não conseguisse administrar. No decorrer de dias, meses e anos, John foi ensinando-a cada pequena matiz do ocultismo, e mesmo quando estavam viajando ele a atribuía funções de aprendiz, cada tempo que se passava Naríria adquiria mais conhecimento.



ADOLESCENCIA?

Ano de 1584, quarto particular do Capitão John Dee da Holanda.

Haviam se passado 11 anos desde sua primeira lição de vida, ela era uma menina doce e inteligente, mas quase nunca teve a oportunidade de utilizar isso. A infância de Naríria foi toda um grande aprendizado, cercada de conhecimento gratuito, disciplina e uma situação de vida totalmente pedagógica e ligada a arte obscura, ela foi acostumada a lições assim que aprendeu a entender a ordem das coisas, aproximadamente a partir de seu segundo ano de vida ela se tornou a aprendiz de John Dee, seu pai... Mas se ela achava isso fácil demais é porque não imaginava o que aconteceria por volta de seu décimo sexto aniversário.

— Narinha. — a jovem que massageava grossos pés ergueu seu rosto atenta na direção do homem ao ouvir seu 'nome', que era o modo como John a chamava há muito tempo sempre que não havia pessoas importantes e relevantes por perto. — Essa noite quero que tome um bom banho e fique muito limpa, lave os cabelos, corte e limpe as unhas, e também se perfume. Se não souber o que fazer chame A mucama para lhe ajudar... — Naríria ouvia a tudo intrigada e ao mesmo tempo encantada, John nunca falava consigo de uma forma educada e muito menos terna; olhando-o conversar ela não evitava divagar em quanto ele parecia importante. — Assim que fizer isso tudo vá para meu quarto. Entendeu?

— Sim, Senhor. — ela tratou rapidamente de responder e abaixar seus olhos, como desde cedo aprendera

Assim que ouviu o que desejava John se levantou, ele passou por ela indo em direção a seu escritório, em sua face uma expressão maliciosa dominava. A jovem pegou os sapatos do homem e o seguiu de cabeça baixa.

Muito mais tarde naquele dia, após longas horas, a morena já estava no quarto principal olhando atenta e temerosa sem saber de que, para o homem que era seu mestre, dono e senhor. Estava assustada, seu corpo curvilíneo tremia levemente enquanto o coração batia acelerado. John apreciava sua nova aparência, que mesmo antes já era agradável, Naríria estava totalmente diferente, seus cabeços lindamente escovados reluziam com a luz, seus grandes olhos negros contornados com khól, sua pele limpa e cheirosa, suas unhas pintadas, até usava um novo conjunto de vestes feito de linho.

John a havia deitado na cama, havia no quarto um outro homem e ele passava suas mãos levemente calejadas pelo corpo da londrina. Ele parecia a adorar de uma forma muito estranha, apertava seu corpo, seus dedos brincavam com a alça da blusa querendo tirá-la, e seus olhos asquerosos percorriam o pescoço esguio, enquanto o nariz inspirava fundo o perfume de cravos que a haviam feito usar.

— Se-senhores, por favor... Não estou gostando disso. Por favor, parem. — pediu lamentosamente ao ter seu rosto forçado contra o colchão de lençóis finos e macios.

— Narí, hoje você fará parte de um grande passo em nossas pesquisas. Sinta-se honrada minha filha. — falou John em um tom estranho e rançoso, acendendo algumas velas que estavam em pedestais ao redor da cama. Algo duro e estranho, sobrenatural tocava Naríria e forçava-a a ficar ali, mesmo ela ainda usando alguns pedaços de sua 'roupa nova' podia dizer que era algo poderoso. Sua pulsação estava frenética e ela queria fugir, algo inédito passava por si e ela sentia nojo de sua própria pele, nojo de estar naquela posição, não entendia o que se passava, ainda era muito inocente, mas sentia tanto asco...

Continuando a incursão macabra e visual pelo corpo de Naríria, Edward, como ela pode mais tarde conhecer a sujeitou pelos cabelos, a puxando bruscamente e arrancando alguns fios de cabelo no caminho, a garota não tinha chances de revidar a nada, sabia que não devia revidar; ele a pôs ajoelhada sobre a cama enquanto fazia um movimento lento amarrando seus braços as costas, eles estava duro e gelados, ela tremia levemente.

O homem se afastou e se juntou ao pai de Naríria ao lado da cama, juntos foram para um grande livro que estava em um pedestal de prata brilhante e úmido, começaram a entoar um cântico que ela não conseguia entender, e então ela se lembrou, já havia lido sobre aquele ritual, já havia o presenciado, sua respiração se acalmou e seu corpo diminuiu a tensão visivelmente e ela fechou seus olhos.

Naquela noite obtiveram sucesso em se comunicar com um espírito, pela segunda vez depois de muitos anos, exatos 16.



ADULTA?

Alguns dizem que a passagem dos anos é algo que nos muda, inclui novas experiências, alguns aprendizados e muitas lições. Naríria viveu seus anos em uma contagem regressiva para o fim, sempre querendo que chegasse logo a conclusão de sua vida...

Eles já se conheciam a um longo tempo, talvez a muito já se desejassem as escondidas, talvez ambos os corações se guardando por medo das consequências… Ela era toda crítica e analítica, nunca se jogaria em algo que não tivesse 100% de certeza, nunca mostraria o quanto podia amar, se decepcionar, sentir como qualquer outra pessoa sentia, nunca mostraria tão facilmente assim seus sentimentos, era insegura, guardava seu amor só para si mesma saber, nunca deixaria sua servidão sair assim tão facilmente, quando conhecia como podiam ser ruins.

Ele o bobo e o rei da corte, sempre, mesmo que sem tentar, no centro das atenções, aumentando a lista das pessoas que o amavam, aumentando a angústia dela ao ter que ouvir cada nova história e tentar sorrir descontraidamente. Os sentimentos deles eram declarados, mas a todo momento ele estava com um novo alguém... Ele dizia amá-la, será que se sentia também inseguro, ou ela era a única assim a ponto de sua mente inventar desculpas para fugir? Ele era carente e um apaixonado irremediável. Seu sorriso era o que ela mais amava, mesmo que estivesse contando mentiras, ou talvez não fossem mentiras para ele, imaginar aquele sorriso a desarmava, a deixava sem chão.

Edward a guiava sem pressa para a cama, a tocando gentilmente e acariciando as curvas de seu corpo que nunca antes foram tocadas. As mãos grandes seguravam firme na cintura delgada querendo unir cada vez mais os corpos, trazendo ainda mais intimidade ao momento. Ele deixava seu rosto com barba por fazer acariciar o pescoço esguio sentindo todos os arrepios que ela tinha, seus lábios passeavam suaves por onde podiam. A garota de pele branca e cabelos negros se deixava ser rodeada como uma presa, mas por dentro ela tremia, seu coração pulsava acelerado entre o receio e a vontade de se entregar, todas as sensações que se passavam a deixavam confusa sobre esse momento, mas não sobre suas emoções, e firmando-se pela primeira vez na vida no que dizia seu corpo e coração queriam ela resolveu seguir em frente.

+18, conteúdo sexual:
Em um rápido movimento empurrou-o sobre seu leito -do qual se aproximavam- ao girar seu corpo, a breve queda não teve som. Tentando permanecer calma Naríria sentou-se sobre as coxas de Edward e curvou seu corpo à frente, deixando que seus troncos se tocassem, em uma ação tímida deu um leve beijo sobre os lábios do garoto abaixo de si, encarando os olhos de um tom castanho e viciante ao soltar um pequeno sorriso... Logo ela novamente os conectou permitindo que o selo virasse um beijo de verdade, ali havia sentimentos e algo há mais que ambos só encontravam entre si, suas línguas se tocavam com paixão reconhecendo cada pequeno sabor e cada canto da boca alheia.

– Narí! – exclamou apertando-a firme quando esta fez um movimento brusco sobre seu pênis o fazendo ter um choque prazeroso. – Calma minha morena. – falou com a voz mais controlada o possível acariciando com seus polegares os quadris da garota em seu colo.

Ele agora segurava firme nos quadris largos de Naríria, como se tivesse medo que ela fosse fugir, estava excitado e duro como uma rocha, e apesar de, mesmo inexperiente, querer jogá-la na cama e foder até se cansar, não queria assustá-la quando estavam indo tão bem. Erguendo suas costas da cama, Edward a abraçou, as coxas grossas e fartas da mulher abraçando sua cintura e proporcionando mais contato entre eles. Suas mãos deslizaram pelas pernas e tronco.

– Edward... – praticamente como uma melodia a mulher o chamou, uma suas delicadas mãos subindo pelo tórax musculoso e outra descendo a própria blusa – Não vou fugir, não sou feita de cristal. – uma pausa onde respiravam juntos – Me toque como desejar, me deixe te tocar também... – ela disse baixo, ao deixar seus seios a mostra e rebolar lentamente no colo de Edward, insinuando-se ainda com todas as roupas de baixo.

O susto a seguir foi tão grande que Edward sem querer acabou empurrando Naríria, que caiu espalhafatosamente no chão, seu corpo todo se sacudindo de terror. John com a cara mais vermelha que um tomate olhava-os sem pronunciar uma palavra, seu rosto cada vez mais adquirindo novas matizes de vermelho, uma pequena veia começava a saltar em sua testa, seus olhos geralmente azuis plácidos e lindos, pareciam nebulosos e febris. A ira que ele sentia parecia que não iria ter fim. A morena ainda estava jogada no chão, tentava arranjar suas roupas, esconder seus seios, tentava pensar em um modo de escapar ilesa dessa, mas sentia que isso não aconteceria, ela temia por Edward e por si mesma.

Pôde ver seu senhor respirando profundamente muitas vezes antes de finalmente falar olhando-a, mas dirigindo suas palavras ao seu progênito. – Recolha suas coisas aprendiz. Você embarcará à América hoje, ainda no último barco, e não mais esse fim de semana. Antes que parta conversaremos. Agora saia. – o medo de Naríria aumentou ao ver seu 'namorado', sua paixão, a pessoa para quem havia decidido se entregar, se levantar da cama e sair com um simples "Sim Senhor", sem nem lhe dedicar um olhar, e então a compreensão chegou, como assim ele partiria esse fim de semana? A realidade bateu suas portas e a garota viu que somente seria usada, mais uma vez, sua expressão se endureceu e seu rosto se abaixou ao notar as ações de John.

A semana seguinte foi regada de cuidados, as costas da mulher eram praticamente carne pura... A pureza de Naríria permaneu, mas não sua pele intocada.

...


19 anos, 1587.

Seu pai havia partido para viajar há alguns anos e ela ficou para trás, um tempo passou e Edward voltou, o homem tornou-se seu carrasco, um dia atrás havia conseguido o último ingrediente para que seu plano desse certo, talvez fora apenas sorte estar cuidando dos laboratórios e encontrar aquela erva, mas agora não precisaria envolver mais ninguém naquilo e Edward que a aguardasse. Não poderia por em ação o que planejava durante o preparo da comida, havia diversos provadores capacitados e preparados para morrer por seu Senhor, caso ela colocasse o veneno antes do teste, o que poderia ser letal para si, e todo o preparo era vigiado, assim como os ingredientes conferidos.

Então assim ela pegou a bandeja com todas as comidas preparadas e já testadas seguindo para ao quarto principal daquela casa. A morena caminhava alegre pelos corredores da casa, ainda não era noite, mas seu Senhor a havia solicitado que fosse mais cedo novamente. Há algumas semanas ela observava essa mudança de padrão: agora sempre comiam juntos e ela como sempre devia preparar as refeições. Ou melhor, ela o observava comer enquanto ficava sentada numa posição vergonhosa para que ele a admirasse.

Os anos haviam sido benignos para Naríria, se com 14 anos ela já era alvo de desejo, com seus 19 anos ela era motivo de loucura, e agora essa 'deusa' andava pelo pátio quase saltitante. Havia algo de errado com ela aquela noite, e todos que sabiam o que lhe acontecia já há muitos anos estranhavam seu curto sorriso, aquela seria mais uma das noites em que ela deveria se banhar e ficar mais linda ainda para seguir ao quarto de seu senhor. E ela seguia.

Ao chegar ao quarto notou que ainda estava sozinha, era o momento para agir. Com calma e toda a discrição possível ela jogou o pó que havia feito da erva desidratada nas bebidas e por cima da comida, não deixou nada sem, por não querer correr o risco de não funcionar, a erva insípida e inodora nunca seria percebida por John, que teria o fim que não merecia, ele merecia sofrer, mas seria muito arriscado. Respirou fundo e olhou para tudo o que havia sido preparado, apenas os melhores vinhos e as carnes mais macias, tudo o que o porco – como ela gostava de chamar em sua mente –  mais gostava, tudo agora letalmente delicioso.

+18, conteúdo violento, conteúdo sexual:
Como de praxe Naríria começou a despir suas roupas, apesar de ser uma situação humilhante ela já havia se acostumado a estar assim, em questão de minutos ela estava em pele e pelo. Seus longos cabelos caindo sobre suas costas marcadas e todo o tronco, os seios mesmo que não fartos pendendo arrebitados com o ar frio, despontando entre as mechas negras. Calma ela se ajoelhou de costas para a mesa onde o capitão faria sua refeição. O som da porta sendo elegantemente aberta e fechada soou e ela soube que ele chegava, os passos foram precisos em sua direção e ela apenas sentiu o impacto em suas costas.

Um ano atrás como forma de castigá-la, o cruel e vil homem passou a usar sua pele. Quando ele a pegou na cama com seu filho, o castigo fora muito mais requintado do que ela poderia naquela época ser capaz de pensar. A visão era deprimente, as costas da mulher eram de um tom pálido e anormalmente branco, mas o que assustava eram as diversas cicatrizes e até mesmo os machucados se curando que haviam ali. Era uma tela marcada que se estendia desde o cócix até os ombros, como se a cada dia alguém fizesse um novo desenho ali.

O chicote com uma única ponta metálica e pontiaguda feita para rasgar pendia gotejando um pouco de sangue pelo chão, enquanto a fissura que fora bruscamente aberta na pele brilhava minando sangue, Naríria mordia seus lábios e continha sua vontade de revidar, estava tudo quase acabando, sua fúria apenas aumentava. Fora tudo bem rápido, logo ele chutou fazendo com que as pernas grossas se separassem, deixando-a humilhada e com o corpo mais dolorido.

– O que eu já disse antes Patifinha? – perguntou retoricamente se aproximando já ajoelhado e colando seu tronco as costas da londrina. Como ele havia chegado tão próximo a si e já sem roupas Naríria não sabia explicar. – Sempre me aguarde nua e de pernas abertas... – sussurrou curvando o corpo de sua escrava a pondo de quatro ao passo que deixava seus dedos grossos deslizarem pela região íntima dessa, que suspirou ofegantemente. – Por que sempre tenho que te ensinar essas lições, Naríria? Seria tão mais fácil se apenas me obedecesse... Poderíamos ser bons amigos... – ele comentou beliscando a pele de sua virilha ao mesmo momento em que enfiava profundamente seus dedos na garota. Naríria gemeu alto e roucamente, não contendo a onda que sempre a passava nesses momentos, seus corpo traidor se excitava muito facilmente e mesmo ela odiando Edward, seus toques a deixavam em delírio.

– Vagabunda, saiba que o homem que tanto preza não é seu pai. – falou ríspido para magoá-la e deu=lhe um forte tapa na bunda, observando a carne macia e pálida ficar vermelha, nos contornos certos de sua mão que estava livre – Vê o que eu digo? Você torce o nariz e pensa mal de mim, mas ama meus toques. Ama quando eu faço assim... – começou a mover seus dedos em um movimento circular, sentindo as contrações internas, arrancando mais uma série de gemidos baixos e abafados que a morena tentava prender. – Ama quando te fodo com meus dedos... –  passou a penetrá-la com os dedos rapidamente, dá forma que sabia que ela nunca resistia, do jeito que conseguiria ouvir o som alto e desprendido da voz de Naríria gemendo sem restrições e até movendo levemente seus quadris em sua direção. Seu membro estava duro e pronto, ele se masturbava levemente, apenas se preparando para finalmente possuí-la. – E ama mais ainda quando enfio meu pênis em você. – ditou por fim, parando de massagear seu membro e tirando sua mão do interior cálido e apertado da jovem, penetrando-a bruscamente.

A londrina tentou erguer seu tronco, não suportando a onda de prazer que a passava, quase fazendo com que seu corpo se separasse do de seu senhor, mas logo ela mesma, se empurrou de volta ao chão se impulsionando para trás. Ela começava uma série de movimentos se autoempalando no pênis de John e gemendo ao chamá-lo. – Se-ahh-se-senhor. Por favor... – finalmente se rendeu por inteiro e suplicou.

– Por favor, o que, Patifinha? Por favor, o que? – questionou sustentando um sorriso maléfico e segurando os quadris da morena, a impedindo de se mover com um gemido lamentoso. Uma de suas mãos a ergueu e passou a caminhar pelo tórax curvilíneo, tocou levemente a barriga definida e magra, subiu pelo vale dos seios e finalmente tocou-os, massageando os mamilos turgidos. – Tão sensível, tão deliciosa... Lhe darei o que quer. – murmurou ao ouvi-la ofegar, passando a mover seus quadris lentamente sem mais poder fazer seus joguinhos. Edward a penetrou voraz e lentamente, seus corpos estavam quentes e elétricos, ele sentia a necessidade de um clímax rápido.

Naquele ritmo calmo e lento Ed possuiu Naríria pelo que seria a última vez. Após saciar seus desejos o homem forte e corpulento deixou-a no chão sem se preocupar, ela ainda tremia em alguns espasmos, amaldiçoando o deus que a fez tão deliciada a toques alheios. A única coisa que a amparava era ver o capitão começar a comer e beber em logos goles e garfadas, se empanturrando de comida. Comida envenenada. Ele nem saberia o que o atingiu.

Em poucos minutos comendo ele começou a tossir, parecia estar engasgando, ou com apenas algo preso na garganta, mas sabia não ser isso, John levou as mãos que antes utilizava para castigar e tocar a mulher ao pescoço e a olhou assustado. Respirar começava a ficar difícil, assim como controlar seus movimentos.

– Você! Sua!  – tentava falar em meio à tosse, a voz era um fio fino e irregular. – Como ousa depois de todos esses anos que te protegi?

Uma nova sensação tomou conta da ‘escrava de guerra’, ela observava a tudo com fascínio, era muita hipocrisia dizer que a acolhera, ela estava sendo gentil ao lhe proporcionar uma morte tão rápida, mas se manteria calada, aquelas provocações finais não mereciam resposta. Ele tinha os olhos arregalados e cada vez mais se contorcia, tentou se levantar, Kelley até conseguiu, mas foram poucos passos até que caísse próximo a mulher que o olhava de cima, o rosto do homem vermelho escarlate como as paredes do quarto e cada vez ficando mais arroxeado. Suas vias aéreas começavam a ser atingidas. Ele bem tentou falar algo, sua voz já não saia, então se arrastou brevemente pelo chão, até que parou de se mover, finalmente sua cabeça pendeu sobre os pés de Naríria, seus olhos vidrados e sem movimento, sua expressão paralisada no medo a encarando, finalmente a morte o acolhia.

Tão logo o cadáver teve seus últimos espasmos pós morte Naríria o moveu para o centro dos desenhos e símbolos que havia feito. Sua voz fina e delicada cantou o cântico dos mortos, amaldiçoando a alma que deixava aquele corpo, fazendo com que essa varasse a eternidade em lamentação e nunca encontrasse a paz, Naríria o amaldiçoava a ser um errante pela eternidade.

– Que morte patética... – a voz rouca e castigada disse logo se completando ao cuspir sob o cadáver que havia emanado uma forte luz. – Senhor...


...


24 anos, 1592.

A londrina olhava intrigada para aquele quarto. Haviam se passado meses desde a 'morte' d"O Ilustríssimo Edward Kelley, e a população sentiria sua falta", o homem fora encontrado em sua cama na manhã seguinte, não houveram inquéritos ou investigações de como se deu essa morte, ao que tudo indicava foi apenas uma morte prematura durante o sono, ela investigou com afinco o que ele lhe dissera, e com decepção a informação se mostrara real, ela não era uma Dee, era uma Cale, uma pobre portuguesa que fora tirada de seu lar, mas de que isso adiantava agora que ela já conhecia esse mundo? Permanecera em Londres como se de nada soubesse e desde esses fatos teve paz, se alimentava melhor e vivia melhor, então indagava por que diabos fora chamada ao quarto desse homem que dizia ser seu pai.

Usava uma roupa de verdade, um vestido de verdade e estava mais linda que antes, seu rosto com as bochechas avermelhadas e uma cor saudável, estava diferente. Girava seu corpo olhando pelos móveis que passavam borrados e cobertos com um forro branco, quando ouviu a porta se abrindo, ainda girava e estava meio tonta, apenas caiu sobre a pessoa que acabara de entrar. Sentiu uma pegada firme em sua cintura impedindo que fossem ambos ao chão, ao mesmo tempo que esse braço forte a rodeava puxando-a para si.

– Sempre caindo em meus braços, não é, Narí? – aquela voz, aquele timbre, mesmo com algumas mudanças ela a conhecia, a mulher respirava ofegante, e seu rosto já estava completamente corado, estava colada de cima a baixo em um corpo musculoso e firme, quase não evitou um baixo arfar quando se deu conta disso. Rapidamente ela se afastou, ajustando suas vestes e alisando a saia do vestido, logo ergueu seu rosto já arrumada e o encarou.

– John. – falou o nome com desdém, sustentando um sorrisinho de escárnio ao que ele lhe sorriu de volta se aproximando ao rodeá-la. O coração de Naríria batia frenético, sentia algo que não sentiu mesmo por Edward, seu carrasco particular, suas entranhas se revoltavam, ela tinha ganas de torturar com todos os requintes esse ser que a olhava avaliativamente.

– Os anos lhe fizeram bem, Narí, devo dizer que muito bem. – o homem disse mordendo os lábios ao observá-la cada vez mais atentamente. Uma onda de energia tomava o corpo de Naríria, sua pele formigava em cada milímetro, ela imaginava o que aconteceria a seguir e se sentia irada. Ondas de calor passavam seu corpo.

– Longos 5 anos, Dee, desde a última vez que nos vimos. – quase bradou na cara dele –E se bem me lembro, cinco anos desde que fui largada a própria sorte, se é que podemos chamar Edward de sorte... Como foram esses anos trabalhando para não conseguir nada? Espero que ruins. – a mulher pronunciou com um sorriso angelical como se acabasse de dizer bom dia. Aquela estranha sensação não a abandonava, parecia haver algo errado com seu corpo e ela titubeava nas respostas cortantes, parecendo uma criança a discutir.

– Como é bom ver que ainda se importa comigo. Será que ainda me ama como um pai? – perguntou sarcástico se aproximando mais um pouco e encurtando a distância que Naríria havia posto –Mas não se preocupe com isso querida, soube que seus quatro anos aqui foram bem piores. Edward inseriu uma nova forma de lhe ensinar, é o que dizem... – há essas horas ele já havia colado seus corpos novamente e passava seu nariz pelo pescoço delicado de Naríria, que estava em choque sem fala. – Mas não é como se você se preocupasse mais com isso, certo? Não depois de dar cabo dele...

Ela já estava sem falas e um mal estar começava a tomar conta de si, se unindo ao calor que sentia e todas as outras sensações. – Como pode saber?

–Ah querida Narí, essa é a parte interessante, depois de tantas coisas que já compartilhamos eu te conheço bem. Muito melhor que o idiota de meu ex-assistente e não cometerei o mesmo erro que ele... – sua língua traçou pequenos caminhos no pescoço da mulher que tinha entre os braços – Você será minha praticamente por sua vontade. Seremos felizes, e nos uniremos todos os dias. Eu passei esse tempo todo pensando em você...– uma pequena mordida no  lóbulo – Assim como era pra ser quatro anos atrás, eu ia te contar, mas não houve tempo.

Então ocorreu, todo o calor que crescia em seu interior, toda a energia que se acumulava, o ódio, a fúria, a mágoa que cresciam, explodiram. Uma onda de luz negra assolou o quarto, cegando momentaneamente a John. O grito agonizante de Naríria podia ser ouvido, aquela luz queimava-a por dentro, parecia a purificar, limpando de sentimentos mundanos e concentrando tudo em três únicas coisas: a fúria, o desejo de poder, a necessidade de escuridão. Mais um flash de energia e Edward estava sozinho no quarto, olhando atordoado para o lugar onde somente havia uma marca de queimado circular e chamuscada, que antes era onde a fonte de suas obsessões estava.

– Ela... Ela conseguiu... –o balbucio espantado e invejoso do que não alcançou toda sua vida soou.


...

– Submundo. – a mulher repetiu sussurrando pela milésima vez os nomes que lhe foram ditos assim que pisou naquele lugar, fora uma longa conversa, um longo dia, Naríria sabia a que lugar pertencia agora, não existia mais o medo sempre presente em seu coração, não existia o temor, quando esse calor a passou algo diferente tomou lugar em sua cabeça, ela sentia um poder novo dentro de si, sentia que estava pronta para qualquer coisa, e agora que conhecia seu destino, iria honrá-lo. Iria aprender e se tornar a mais forte de todos. Faria valer a chance que o destino lhe dava.

Com seu novo poder e armadura, conquistaria seu lugar ao Sol, se é que existia Sol no Submundo. A partir da conversa naquele salão, não existia mais Naríria Dee, ou mesmo sombras de Naríria cale, a fraca londrina que brincava de jogo do copo. Agora renascia Naríria de Necromancer da Estrela Celeste do Espírito, a mais nova necromante do Inferno.

E ela amaldiçoaria a todos que cruzasse sua jornada de crescimento.


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Re: Naríria de Necromancer

Mensagem por Athena em Qui Mar 12, 2015 8:01 pm



aprovado



Eu simplesmente amei a sua ficha! Nao pecou em nada, nenhum ponto deixou algo a desejar, tudo bem escrito, alguns errinhos bobos, mas consequência de um texto grande. Fiquei presa a cada parte dela sempre querendo mais. Parabéns e bem vinda ao reino de Hades
Créditos finais: Saint Battle of Gods


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