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Alecksej — CONSTRUÇÃO

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Alecksej — CONSTRUÇÃO

Mensagem por Shisshō de Dríade em Dom Mar 15, 2015 9:27 pm

Nome: Alecksej Schwammbach Müller
Idade: 28 Anos
Sexo:  Masculino
Signo: Aquário
Reino: Hades
Veste: Sapuris de Balron a Estrela Celeste Sábia


Habilidades:

Personagem

Características Físicas: Alecksej é um homem de fisionomia robusta e que incorpora a velha feição pálida dos conterrâneos alemães. Seus olhos possuem um tom azulado em escala 1 e sua pele branca logo transpassa um ar frio e solitário. Geralmente as pálpebras de seus olhos mostram um ar cansado… Sua estatura equivale a 1,87 de altura tendo seu peso proporcional à 75 quilos. Suas vestimentas em diferentes ocasiões mudam assim equipado com sua patente turmalina, o jovem alemão costuma deixar o rosto oculto seja ela na escuridão ou até mesmo na própria claridade. No quesito cabeleira, Aleck encorpora uma tonalidade escura como o preto e além disso, seus cabelos são repicados exalando a imagem de elegância e modéstia.

Características Mentais: No aflorar de uma vida adulta, Alecksej aprendeu componentes, essenciais para levar a sua vida desde os 20 anos, sua última serventia ao exército alemão sua percepção e seu psicológico amadureceu criando um homem de atitude digna, responsável e autoritário de distinções modestas e de linguajar nobre. Dotou também, um lado mais reservado prevenindo, contradições de se comunicar com os outros espectros ou até mesmo com outras pessoas que antigamente, faziam parte de seu feitio. Ao mesmo tempo que expõe este lado positivo, ele 

História: 

O acorde celestial ecoava pela capela. A arquitetura bizantina, refletia a arte milenar de alguns artistas alemães. Mais ao fundo, muito depois do pequeno grupo de crianças que presidia o ensaio do coral, existia uma humilde abadia por lá, um padre : Augustus Dampier que havia recebido naquela mesma manhã, um pequeno grupo de militares que bem depois de ter ido para o combate, deveriam cumprir com seus deveres religiosos e como daquela vez fora jurado, por todos que naquela mesma semana, confessariam-se e logo depois, o grupo voltaria cada um para sua casa. Entre os jovens homens de macacão camuflado tinha-se visível um que não tinha seus olhos nas velas que velavam o altar, mas exprimia diferentemente com a mão precionada contra o crucifixo de prata que estava dependurada em seu peito :

— Alecksej… Chegou a sua vez! - Exclamava o companheiro de cabelos ruivos. O moreno que presumia-se venerando a imagem da gruta, ergueu-se do banco e caminhou cabisbaixo até ultrapassar as cortinas vermelhas que protegia a imagem do sacerdote sentado atrás de uma pequena parede que pendia também, uma grade negra que deixava o rosto do mesmo oculto :

— Vossa benção, padre. - Cumprimentou majestosamente o rapaz ao encaminhar-se a uma cadeira coxoada. 
— Esteja convosco Deus… Meu filho. - Retribuiu o vigário e prosseguiu. — E quais são os seus pecados? - Inquiriu. 
— Padre…- Suspirou. — A morte…  Ela é o meu maior pecado. - Concluiu Alecksej. As abas largas do chapéu preto do monsenhor fora soerguido mostrando a face enrugada que exprimia um ar tristonho :

— Você defendeu a sua pátria… Isto é uma honraria e não um pecado. 
— para mim isto é uma dor… Um fardo… Mesmo que seja pelo rigor alemão, Padre penso em minha mãe que me perdeu desde quando recebi a carta sendo convocado pela minha juventude. Comuniquei com ela ao longo deste tempo de serventia, através de cartas e soube a pouco tempo que adoeceu… E acho que ficará complicado, agora chegar neste fim de outono cuidar dela como se fosse um médico ou melhor um enfermeiro… Soube que por aqui no porto as coisas não vão bem e isto cada vez mais me deixa aflito. - Explicou. O rosário de contas vermelhas do velho caíram contra o assoalho da igreja. As mão tremiam e os lábios brancos estavam estremecidas :

— Alecksej… Anne…- Murmurou o fidalgo. — Ela morreu. - Noticiou.  As palavras foram friamente, ouvidas pelo militar que vagamente, introduziu as duas mãos sob as cozas e as acariciou numa angústia tenebrosa :

— Está vendo? Nem a isto, prestei a fazer… Cuidar dela e instigantemente perguntar todos os dias à todos de notícias.  Sensibilizado com as autocríticas do garoto, o senil passou uma carta já em seu mal estado por debaixo do espaçamento da grade e declarou :
 
— Ela não tinha salvação… A peste atacou o organismo e nem a fé a salvaria… E semanas antes de partir, ela pediu-me que caso lhe visse que o entregasse esta carta. Peço que leia quando chegar em sua casa… Pela feição que ela me fez ao entregar parecia ser algo bem profundo. 
— Está bem. - Disse, Müller ao tomar próximo a si o papel e tentando reprimir as lágrimas que se equilibravam no globo ocular, o alemão se levantou puxando a cadeira e fez uma breve reverência puritana despedindo-se de Dampier. Muitos dos amigos de Alecksej, perceberam seus olhos avermelhados e suas mãos contra o peito enraizado com um bilhete. O arrulho fora geral e vários comentários foram-se supensos naqueles planos. Na porta, o mesmo puxou dois sacos marrons e saiu do porto com o coração despedaçado. A rua o saudava com o brilho das vitrines que anunciavam a nova reinauguração de um cabaré e que falava na primeira placa que na noite primária o rito das moças dançantes seria-se dado em homenagem aos representantes nacionais do militarismo. A leitura era rápida, e fez visionar as mulheres que ali desfilarem com seus sorrisos soberbos e roupas selvagens. 
•••

A porteira foi aberta com a leve pressão que batia-se contra a madeira desvenecida. Logo, o cruzamento de uma pequena trilha de pedras o deu entrada em sua velha casa. O palmo já amarelado devido à alguns raios de luz que penetraram-o, fez com que a força fosse sobrepujada girando a maçaneta e empurrando-a para frente já podê dar-lhe visão privilegiada do interior da moradia. Seu sapato de engraxate preto, sujou o pequeno tapete de entrada. A narina, sugou profundamente o ar lívido da casa e depois de alguns segundos, já se via de pé no meio da sala. O dedo indicador jornadeou pelos móveis empoeirados notando o longo tempo que não se via um pano úmido. Ao passeio pelos dois únicos corredores divisavam os três cômodos fazia as lembranças ecoarem sublinamente na cabeça do soldado. Não se demorou a vez as lágrimas salgaram-lhe a boca. Mais tarde, o céu tomou-se pela completa penumbra azul turmalina e logo várias fileiras de água molhavam a terra. As velas acesas, deixava o ar leve com singelas sombras enfaizavam-se a beleza, dos cômodos simples. Alecksej em questão, que estava com a cabeça distante do cenário, atentava-se a ler a cartilha lentamente. O timbre contemporaneo da chuva, mais a meia-luz, o deixava sonolento todavia, não tinha a extra clara luz nos olhos para decifrar o restante da carta. 
Tremia sezões, e as artérias frontais arfavam-lhe intumescidas. A faixa da carta juntamente com a mão que segurava o papel, caiu brandamente para fora da cama e o rosto limpo, caiu sob o travesseiro. As pálpebras se fecharam dando o início, a um merecido descanso. 

•••

No dia seguinte, ao raia da matina o homem já tinha acordado e vestido-se para ir ao único cemitério que naquela época existia em Berlim. O terno que cheirava a mofo não era dos melhores porém, entendia que para ver sua mãe, nenhuma veste estaria à altura. O sorriso forçado de frente com o reflexo de uma bacia com água, não convergia com o seu humor funesto. Na saída, os vizinhos o cumprimentavam com saudações dignas e o parabenizavam pela volta. 

Pelas andanças abaixo das árvores, velavam -se os primeiros túmulos e como foi informado, pelo caseiro da igreja, o de sua progenitora estava bem ao final logo depois de cruzar as coroas de margaridas e passar pelo campo de anjinhos. [...] A princípio, se via que a dificuldade fora imensa aos parentes que a enterraram quanto à escolha do epítafio a ser gravado no túmulo, mas de fronte, visionou que apenas puseram :  “ Descanse em paz.”. O rapaz levara consigo algumas lindas rosas vermelhas, que depositou sobre o túmulo e após permanecer junto dele por algum tempo, entrou na capela em ruínas da velha abadia até prosseguir alguns passos até aquela lúgubre capela, onde as velas estavam  sempre acesas e onde nunca mais entrou desde o enterro do avô. Os joelhos se dobraram e tocando o chão e as mãos se uniram iniciando algumas preces.
O ruido agudo que latejava no fundo, fez o jovem espalmar a mão crespa contra o balcão e se virar profuso até avistar uma mulher de madeixas longas e negras que portava uma espécime de cajado que tinha como suporte, um diadema de prata. A seda do vestido ébano, cortou oscilante pleo recinto. O sorriso maquiavélico maquiado no rosto pálido dela, seduziu o rapaz e trouxe-o para a saída da campana. Tão notório o desaparecimento da morena dos lábios rosados, fez o militar Müller a chacoalhar a cabeça e voltar para trás. dando-se deparado com um círculo de velas o moreno as fintou e revestiu a sua cabeça com o chapéu marrom e abandonou o recinto. Descendo o estreito corredor do cemitério, Alecksej começou a perder a frequência cardíaca. O coração apertou e a íris turva cresceu num grau de 90%. A mão ficou viscosa e o corpo imóvel. O cenário a sua volta, não passou de uma ilusão. É claro, o principal preclusor daquilo tinha um poderio inigualável e tinha ainda, a sua identidade oculta.  O material que assolava o envolvo do homem se acelerou : As folhas amareladas que brilhavam como ouro velho na branda luz solar que tímida, pouco aparecia entre as nuvens , transformavam-se em cinzas. Os troncos mascavos das árvores alemãs escureciam tomando o color carvão. A grama patenteada sob o chão foi modificada por uma tapeçaria extensa incolor. E ali estava intacto, o corpo narciso ficou distante da estação que vivia e quando o envolucro acabou, as pálpebras cerradas se abriram desvanecendo-se numa dúvida cruel :

— O que? - Se perguntou o fidalgo. — Inverno? - Não acreditou. A neve se estendia espessa, pelo chão sobre os ramos das árvores : O gelo fazia com que os brotos estalassem  dos dois lados à sua passagem. Os flocos caíam acima da aba escura que lhe fez sentir a temperatura. Isntantaneamente o braço envolveu entre si e fizeram a pressão recair sob os músculos adormecidos devido ao “longo tempo” sem atividade. Ao se mover esquelético para frente, Alecksej sentiu a torção que o fez sentir friamente os dois pés passarem no meio do caminho. Os ombros tremiam e as gengivas desdentadas comprimam a hipócrita dor que se distribui ao longo da carne. Os túmulos ocultaram-se devido a nevasca e o vento prateava as pedras esculpidas. Os olhos azuis pousaram em algumas estátuas brancas e maravilhosas que olhavam do alto de seus pedestais de jaspe com tristes olhos vazios e um estranho sorriso zombedeiro nos lábios. 
Profusa era sua condolência que o fez andar mais apressado na neve escassa. O par de sapatos de cano curto pisaram com dificuldade no gelo macio extenso pela área terrena de Berlim. Detiveram alguns sussurros sinistros que foram ignorados imediatamente por aquele que ali estivera :

— Alecksej...
—Alecksej…
— Alecksej…

Ao passar pela portela encobrida por um tom escamoso de jacintos avistou a  rua subalterna. O clima era de puro deserto : O som dos pisões ecoavam suavemente e o som emitido pelos galhos que se batiam com a suaveira brisa invernal, expunha tremenda extinção vinda do sul da capital. Por meio do caminho, ele encontrou alguns corpos aniquilados deitados e logo depois outros dependurados e martelados nas paredes do comércio. A reação era de puro espanto ao vivenciar um tempo tão macabro como aquele. Ao fim pelo menos dos dois quarterões percorridos, o rapaz já via sua casa toda fechada tomada pelo transparecer do frio. As duas árvores que tinham no início da entrada, foram mortas e os poucos botões de violetas haviam sido despedaçados. O palmo vermelho impeliu a cerca  e um vapor ilusido soou de seus beiços.Ao repuxar contra seu tórax o lambri, girou sobre seus pesados gonzos e adentrou com o pé direito para dentro. A fumaça de uma vela que aparentava ter sido apagada em poucos minutos, chamou-lhe a atenção e a corrente de ar que invadia os fundilhos fizera atentar-se. O salto batia contra a madeira morta quando já estava certo de sua única existência, o ponderado fuzileiro, fechou a porta trancando-a por completo e vendou as janelas com as cortinas. reacendendo o toco de cera de centro, assomou-se visível uma carta que contia uma letra inclinada. Suas sobrancelhas reuniram-se no eixo da testa e seus dedos ficaram propensos sob o papel. 

 
Paraíso dos Sonhos - Ponto 1 - Lar da Morte e do Sono
 

— Bispo atacando a rainha. 
— Conseguiu roubar tão bem neste jogo, meu caro irmão. 
— É de fato dito que sou um jogador nato meu irmão e tão circunspeto de cada passo que irei atrair o mortal mais rápido do que suas rebuscadas velhas. 
— Não. - Tossiu o sádico. — Sem mim você é nada. 
Os dois conversavam arquejados sob um tabuleiro de xadrez, se tratava de dois pilares da ênfase humana. O que até então, perdia  a longa partida de 40 anos era Thanatos, o deus da morte humana e do aniquilamento espiritual e o que esbanjava soberbo a vitória, se tratava de seu irmão gêmeo, Hypnos o deus do sono. As duas divindades, disputava a couraça da vida do mortal que foi escandalosamente chamada a atenção de seu mestre que ainda adormecia na alcova. A cada peça que se ganha num movimento no xadrez, a decisão do futuro hospede da justiça infernal era declarado concreto. Hypnos vencia uma atrás da outra e como efeito, concluiu em deixar em coma o físico humano de Alecksej preservado a juventude e a fibra consaguinea. Será que algo a mais mudará? 

Queda de tempo? Não. Hades o chama.

O inferno onde era governado pelo imperador Hades, um antigo deus grego que entre os primordiais e que resguardava-se na mesma patente dos dois gêmeos estava adormecido. O corpo quedo sob um ornamento de rosas, tinha como permanência, a pele fria e tão branca como o papel. Os cabelos eram negros, mas tão negros que comprimia-se a referência do ébano. Era este, um físico receptor do homem que em menos de algumas horas contatou uma mulher cujo o nome era, Pandora. Pandora apeava, uma beleza britânica com um ar selvagem… Era uma mulher de postura fixa e tão importante quanto aos demais que no submundo viviam. Numa noite, a penumbra turmalina encobria o céu e deixava o castelo principal bem depois de passar as prisões, em trevas. A moça de cabelo pretos que indignada estivera com seu queixo pousado próximo a mão curvada sob o trono, observava de fronte com uma extensiva cortina branca onde descansava seu amo. Quando pegara no sono, o acorde rasgou-lhe o espaço e fez uma voz afável repercutir até os ouvidos da superiora :

— Pandora… - Chamou um sinete a transcorrer por trás da seda branca. Ouvindo gravemente seu nome, a moça se deslocou lentamente do acento e se ergueu andando até próximo da cortina. Quando ficou de frente, uma de suas mãos prostraram-se precionada contra o peito e a outra lentamente puxou a cortina. Um raio purpura fora despejado sob o corpo da governanta que foi jogado alguns metros rasos para trás. Seu braço ficou inclinado atrás de suas costas e seus olhos arregalados, enxergavam uma luz vermelha a reluzir por detrás do tecido :

— Pandora… - Manifestou novamente a voz. 
—S-senhor? - Inquiriu a moça. 
— Vi que nestes dias… Contatou os dois irmão gêmeos e por eles, pediu que trouxesse o jovem rapaz que Thanatos vinha comentando tão amargurado para o inferno… Estou certo?
— Sim, senhor. - Disse ela e prosseguiu. — Quanto mais servos para a sua corte meu amo, melhor será para o nosso exército… E digo mias… - Pandora foi então, cortada com um som agudo que a fez se calar no mesmo instante e permanecer cabisbaixa. 
— Espero que traga-o o mais rápido caso contrário… Meu espírito se encarregará de você, Pandora… - Suspirou a voz logo desaparecendo num bafo. Pandora, modéstia parte não tomou o melhor dos passos contra isto… A medida do seu erro, já era tarde demais. Hypnos e Thanatos já haviam iniciado a partida de xadrez e a vida de um ser inocente estava em jogo. 

•••

No exato momento em que o rapaz deixava a sala de estar, o relógio da igreja que estava a um raio de distância bateu meia-noite, e ao soar a última badalada ouviu-se um estrondo e um grito estridente. Um tremendo trovão sacudiu a casa, flutuando no ar os acordes de uma música sobrenatural. Temendo que fosse alguém, Alecksej distanciou a cadeira e se levantou colocando-a no lugar. O machado que se encontrava de canto ao lado de algumas lenhas empilhadas, era puxada pelo homem que elevou a parte cortante para próximo do pescoço posicionando-o trincado. Seus passos foram alternados para frente sem causar barulho. Algumas manchas surgiam na porta dos fundos marcando o vidro com leves círculos vermelhos. O delgado, colocou a mão sob o arremate e apertou-o com firmeza até tomar coragem para puxar. O coração ficou apertado e algumas gotas de suor, gotejaram, de sua testa. Ao deixar os olhos percorrerem o quintal, antentou-se a caixa de madeira avermelhada com alguns papéis brilhantes que ficavam prateados contra a luz do luar. A coruja piou entre os ramos o que o fez arrastar o machado até o centro. Por lá, tomou a caixola entre o braço e voltou para dentro e jogou a arma para o lado. O pedestal suportado pela cera se apagou e um ranger de dentes soavisou. Os lábios se abriram sugando o ar descontrolavelmente. Era muito estranho e fora do normal, tudo aquilo acontecer, mas como não tinha como provar e muito menos, sobrepujar à mostrar o que realmente acontecia, Alecksej deveria dançar conforme a música.  Vertendo uma onda de papéis sob a mesa, o beligerante as pegou aleatoriamente e deu início, a uma breve leitura. [...]

Ao concluir uma boa parte dos escritos, o rapaz elevou um dos dedos metediços até os lábios e encurvou as sobrancelhas. Perdidamente, cada papel contia uma palavra porém elas mesma não tinham o seu sentido eis algumas : 






Condolência… Morte… Centro… Corpos em três.
att@ sa!

- As palavras em si não deixava cair a verdadeira realidade, pois, rapaz mal sabia do que aquilo falava. Sua cabeça doía como uma pancada forte e sentia-se morto. O corpo paralisado por 4 décadas, já deixava seu efeito mais a pouca oxigenação dentro da casa, já era de se estranhar sentir-se daquele jeito.  Ao se solevar da cadeira, o moreno marcou as duas mãos sob o rosto e caminhou entre as sombras para o quarto. Seus cabelos, desarrumados ao longo do couro cabeludo, voavam com as curvas rápidas que o mesmo dava até pousar o físico sob a cama. Mesmo que as janelas tivessem cerradas, a luz era transmitida através da cortina e a pouca luz do frio, fazia os olhos do mesmo percarem em meio o recinto. Sua mão perseguiu o lençol até puxar uma peça pequena toda tricotada. A barba lisa, raspou contra o travesseiro e assim iniciava-se o sono profundo. 

castelo dos deuses Gêmeos - Xadrez 2º parte.

Hypnos não podia mais aguentar as investidas que Thanatos dava… Mesmo perdendo uma atrás a outra estas partidas o tal insistia em dar continuidade ao jogo. Dissipava-se algumas rosas vermelhas murchas ao chão :

— Acho melhor cuidar de suas rosas… Elas estão inertes sem sua atenção! - Exclamou, o deus do sono. 
— Não. - Negou frio Thanatos. — Você não irá tirar minha atenção… Não desta vez… - Suspirou. — tenho que trazer este verme para o inferno rápido antes que Pandora perceba o nosso choque de tempo, mas você sempre enrola. - Fraldou.
— Eu sei. - Concordou o irmão. — Contrário de você, Thanatos sou sisudo… Sei refletir e se for para aquele ser vir para o inferno terá que se mostrar que será útil, pois, não é qualquer inseto que entrará na corte… - Encerrou.
Thanatos lançou-lhe um olhar sério, porém não se alarmou. O olho dourado de Hypnos brilho e percebendo seu erro no jogo, cruzou seus braços :

— É. - Tossiu. — Ganhou uma vez! - Afirmou. A mão de gelo do deus da morte, movia a peça negra e um bero foi-se dado ecoando pelos corredores.
— XEQUE-MATE! - A peça foi inserida e o campo apagou revogando as peças. O deus revisou suas peças da melhor maneira , porém sentiu uma dor incontrolável em sua mão direita no qual, usava para manipular o objeto. O feito vinha de Thanatos que trazia para perto dos finos traços que compunham seus lábios, o néctar da vida : 

— Não seja patife… Eu ganhei. - E tomou um gole. A diligência da mórbida divindade, fora parada com um perfume tão exalante que o fez largar a xícara, fazendo com que se partisse ao chão. O outro, levantava-se e empurrava a cadeira e agitava a capa que bloqueava sua Kamui, de tonalidade dourada. Por trás da passagem negra, alguns retalhos de rosas voaram e uma luz purpureá revelando a feição casta da imperatriz do submundo recordou os dois deuses de suas imensuráveis atribulações :

— Quando deixei a vocês a missão de trazer o mortal, queria que fossem rápidos e não que fizessem rodeios! - Berrou. O timbre foi tão forte fez um eco a passear pelo terraço de flores. Hypnos mesmo com o “puxão de orelha” dado por ela, mantivera-se calmo, porém Thanatos ficou cabisbaixo com a face inexpressivo :

—  Parece tão preocupado, Thanatos posso saber qual o motivo? Justo você… Que repudia qualquer vida. - Nesta hora, Hypnos enrubesceu de propósito então mudou o assunto :

— Pandora… Como reparou que tranquei o espírito do garoto no tabuleiro? 
— Não tinha nem desconfiado… - Confessou a morena. — Mas nosso imperador, descobriu. - Completou. O fidalgo abandonou toda a angústia e deu um passo à diante e blefou :

— Ele não desperta já faz um século… - Declarou. — Está ficando louca. 
— Não. - Repeliu ela. — Na noite passada, sua alma se manifestou e disse diretamente da tarde em que esteve lá Thanatos… Mesmo contra minhas ordens, você atravessou a cortina e conversou com ele… Mesmo seu corpo não estando lá e agora, não permite que seja contrariado a ideia que você mesmo implantou. 

Os cabelos amorenados da divindade da morte, subiam mostrando o rosto completamente límpido e aproveitou a oportunidade, o outro  sugeriu :

—  Para cogitar que ele venha até nós, Pandora seria o ideal que você invadisse os sonhos dele e implantasse a ideia de conhecer um novo mundo… Neste caso o reino de Hades. - Concluiu. Os beiços finos e pálidos da imperatriz tremeram e convergiu-se uma sombra pela sua mente. Quando olhou para os olhos dos dois profundamente, sua decisão foi tomada : 

— E como esperam, que eu entre? - Interrogou desconfiada.
— Posso controlar o entrelace mental dos dois fazendo com que se vejam… E espero que faça um bom trabalho se não, terei que ser impetuoso o suficiente a ponto, de até tirar a sua vida… - A voz de Hypnos dilacerou o compacto espaço que atemorizou os ouvidos da cortesã. Naquele mesmo dia, Hypnos dotou o corpo de Pandora para perto de uma espécime de espelho e com a ajuda de Thanatos, trancafiou sua alma como flagelo. 

Os sonhos vazios

O leito branco se moviam lentamente. O corpo do militar se virava cadenciado, mas não ousava abrir os olhos. Por alguns segundos, para confraternizar os flocos de gelo passaram pelo espaçamento da janela congelando alguns moveis depois, deixando o corpo totalmente rijo. 
Das raízes cerebrais, o neurônio central se  estimulou e uma ação tomou entro do mundo hiperativo do rapaz um sonho, ao certo se tratava de ser um mistério :

” As ruas eram como passarelas longas, que não se viam o seu final. Ao seu auge, um adulto robusto e prendado a caminhar sem rumo com as mãos lívidas a estremesser. A cabeça estava baixa. Uma voz cochichava vários comentários em seus ouvidos e pé a pé perpetuava-se a entrada do tal sujeito no arbitro de uma velha padaria. A aparência do local em si era de profunda destruição : Mesas reviradas e flores todas despedaçadas. Pães e doces, sendo devorados por ratos e uma trilha de sangue que era peça chave para o misterioso menino. Uma borboleta purpureá, sobrevoava a frente de uma porta no qual o altiloquente, adentrara com a face anêmica. 


 A diferença da entrada, veio a tona : Ao centro uma mulher de cabelo pretos encontrava-se com um vestido preto e um longo decote que se estendia de seu seio por completo mostrando a bela silueta. Os dedos enriçaram os cabelos curtos daquele, chegando numa inclinada forte, a murmurar algumas palavras. Tempo depois, tomando um ato brusco, ele preconizou o palmo frio até seu ombro e puxou a peça preta que encobria. O pescoço dele caiu para um lado deixando as madeixas se escoar na pele. O lábio inferior de Aleck encontrou a carne preciosa com uma leve mordida que a marcou. O gemido tímido escapou, mesmo que não fosse tão grande coisa, ela cambaleou para trás e ficou de costas séria. Ímpeto a transfiguração humana, se virou  dando de cara, com uma parte da lenha notória do solo, marcado com respingos de sangue. As pálpebras se abriram frenéticas e o rostro voltou a encarar a mulher de costas. As gotas vermelhas caíam de sua mão, mas não compreendendo a afinidade, nenhuma palavra evadiu dos calotes. Mas o silêncio não durou por muito tempo, o discurso foi ditado :

— Há muito tempo sonhei com você… E desde ali… Tive um grande desejo… - Ela se aproximava. — O seu corpo… Suas facetas… Tudo isto, queria que fosse servido como um castiçal para um homem muito importante… - Dizia com pausas Pandora. Alecksej contemplava a visão lisonjeira que tinha naquele misterioso rito, porém sua dúvida e receio sobre o que se tratava era perturbador :

—  Mas quem é você? E o que é isto? - Deixou-se a levar uma pergunta simples. Vagueando ao ouvir o ressonar da voz masculina, a imperatriz sorriu de forma funesta e deixou o dedo cortado, a pesquisar pelo homem. 
— Sou aquilo que deverá seguir… Não seja tão inconveniente em perguntar… Sei que a dúvida o corroí, mas confie em mim e tenho certeza que ficará bem. - Deu palavra ela. Perceptível com a ouvidoria, Alecksej não falou mais nada. Logo, a mão dela alcançou a boca dele e deixou cair três respingos de seu sangue. As preciosidades marcadas por dentro do organismo atordoado, fez um plangor a escapar do futuro espectro. 
Os olhos dela se fecharam e a imagem começou a embraçar. O preto foi fundido pelo branco, fazendo desaparecer a gravura.” — Antes que o sonho acabasse, no meio dos borros, algumas manchas lhe eram ainda visíveis : Um relógio e um papel rasurado.
As quatro horas da matina, acordou a natureza toda com o radiar da abertura das duas pálpebras. O horizonte depois da cama deixava sair o gelo que envolveu durante o descanso, mas exprimia um escarlate a alvacento. A púrpura da aurora, como lavareda enorme, desfizera-se em partículas de luz, que ondeavam no declive das montanhas que ficavam longe , distendiam nas planícies alguns monumentos formados pela neve as várzeas endurecidas. Momentos depois para acostumar-se com a pouca claridade, Alecksej chegou até a divisória da cozinha para o quarto, e encostou seu ombro contra o pavimento. Denotava-se os olhos a rodopiar vasculhando sua paragem. Recobrando de que não havia nada de muito enaltecedor, pois-se a sentar na cadeira e permaneceu assim durante horas. Refletir não era sua maior dadiva mais caberia a ele entender o que ocorreu na noite passada. O dedo não sossegava passando marotamente, na boca. Um gostinho azedo era fixo como se o toque da visitante do sonho havia trago para a realidade. Visando uma peça de xadrez sob a mesa, ele pegou e inspecionou com os lhos por alguns segundos. Não entendeu nada, mas logo viu um lembrete colado bem abaixo. Por incrível que parecia, era idêntico ao que tinha encontrado dias antes de ter tomado o sono. Estranhando, o fidalgo se ergueu da cadeira  dirigiu-se a uma janela que estava cerrada pela grossa cortina. Dissimulado, empurrou para um lado o pano e viu do outro lado de sua casa, uma loja que até antes não havia percebido : Tinha uma luz retumbante que contia a esvair pelo vidro da vitrine de cor laranja. Curioso e um tanto ingenuo, Alecksej estava a busca de um ser sobrevivente e não tirando a chance daquilo ser uma mentira. Brando, abriu a porta e enfrentou a estiagem. Bafejando vigorosamente nas mãos e deixando pegadas com suas botas ferradas na neve endurecida. A luz era, mais nítida a cada passo dado para frente. Rebuscando a parte metálica, Alecksej sentiu alguns flocos a congelarem os fios de seus cabelos. Um papel ficou exposto perto dos seus pés escrevendo para que entrasse. Num solavanco abriu a porta de supetão e logo viu a borboleta vermelha. Levantou um de seus dedos e se viu entretido com a pequena criatura sob seu dedo. 
Um timbre remansado intervia na inteiração do homem que saia de uma porta… As velas que deu para perceber do lado de fora algo vivo lá dentro se apagavam. Um bafejo gélido, passou pela nuca do mulato que automaticamente interpôs a mão. Uma longa respiração marcou a divisão do espaço e esperançoso que fosse a rustica mulher de seu sonho, Alecksej se acalmou :

— É você? - Perguntou ele. — Por favor diga-me seu nome… O seu jeito era tão… Íntimo de mim. - Confessou. Ele dizia isto com as mãos cerrada, mas nenhuma resposta obteve. Permaneceu um bom tempo e sem ver nada mais do que o escuro e a borboleta que agitada, voava a sua volta decidiu que poderia ir embora. Quando virou-se de costas, uma espécie de acorde amarrou seus pés. Eram parecidos com teias que o deixaram sem os movimentos por alguns segundos. Seus olhos percorreram a localidade até fintar na tal mulher. Porém, os lábios selados com uma gaza o fazia recuar um tanto assustado, até enxergar o raso escrito em vermelho. Decifrou da melhor maneira as letras unidas e falou em formato silábico : Pan-do-ra. Instigante, caiu para trás e se deu por uma floresta negra a frente. 

Segundo sonho - Pura paranóia
 


Da queda,  ao acordar : Sim. Não passava de um sonho. Alecksej erguia seu tronco estomacal com dificuldades o que passava a impressão de ter sido derrubado um grilhão sob seu corpo. Deixando de olhar o teto como sempre fazia, o mesmo encarou a porta e viu algumas figuras que pareciam ser fruto de sua imaginação a se esboçar a sua frente, estapeou a mão contra o próprio rosto. Quando foi colocar os dois pés para fora da cama ouviu em sua cabeça, uma suplica daquela que parecia ser seu maior bem, a misteriosa garota a pedir para que ele escrevesse-lhe uma carta com as dúvidas que tinha. Quando engoliu a seco o louco temperamento que estava tendo, puxou a mesinha para perto da cama junto com um papel velho.



Senhorita...


Acho que não se passa de um delírio meu escrever, mas espero que leia… Desde a última noite, não tenho mais sossego e hoje descubro que seu nome é Pandora...
att@ sa!



E bom..


Aguardo respostas. Vivi até agora 2 dias sem entender do que esta acontecendo e vejo você num sonho e ainda cobrando-me a escrever? Por favor necessito de ajuda!
att@ sa!
Alecksej não era lá uma maldade subalterna em carne, mas sim tinha suas variedades. Com os tais acontecimentos misteriosos que passará, Aleck já sem via com má chances de viver ou melhor, de achar as pessoas que poderia rebuscar a ajuda. Quando foi virar-se para ir até a cozinha ver o que poderia ter de bom. Pela ausência de alguns segundos, sob a volta o homem alertou-se a ver que o cartão desapareceu e como não teve alteração de ânimo, ficou quieto. 

O espelho - Thanatos recebe a carta de seu filho

No castelo dos gêmeos, o espelho onde  estivera trancado pandora, recebeu o reflexo rasteiro de seu rosto e um grito escoou fazendo um eco ocupar a arquitetura celestial :

— HYPNOS !! THANATOS!! - Pouco se passando uns segundos, somente um apareceu, Thanatos que caminhava desolado pelos corredores e acabou por uma coinscidência ouvindo o apelo da irmã de seu amo. 

— O que quer agora? Pandora…
— A carta… Ele escreveu! - Exclamou. O dedo preciso do imperante da morte, encostou no espelho e logo se apegou ao papel. Gradualmente, a figura da mortal fora desaparecendo e desvaneceu-se numa névoa densa. Thanatos que não admitia ler o conteúdo da carta em companhia, retirou-se para um canto mais sossegado, sendo este o terraço. Ao abrir o pequeno papel, começou a ler e já ia sentindo a forte vontade de rasga-lo ao meio. Porém, o peso da consciência falava mais alto a certo ponto, de fazê-lo lamentar : 

— Quando você irá me deixar em paz? Eu não queria… Mas parece garoto, que insiste em cruzar o meu caminho! - Brando, dizia ele com a mão posta abaixo do queixo. 

“Foi naquela primavera… Hades queria que eu fosse até a Terra dar cabo do mortal que salvou três crianças de um acidente. Tive que subir pelo lado frontal e sem minha foice, não pudê fazer muito. Mesmo com um disfarce mortal, acabei chamando muita atenção… Uma moça de cabelos ruivos acabou me parando e pedindo ajuda… Sim e eu fui tolo em ajudar, mas não foi somente isto. Naquele dia acabei estando no mundo dos vivos por 24 horas e só com ela e quando anoiteceu… Aconteceu a pior das coisas, o amor. Foi frutifero, e 9 meses depois ao meu sumiço quando amanheceu onde fugi acabou nascendo um mortal. E a este, deu vida à Alecksej. Alecksej a minha vista não passava de um inútil algo que não puxou ao meu poder, mas foi somente acompanhá-lo boa parte dos acontecimentos de sua vida que pude amargamente me arrepender. Aos 16 já teve que lidar com um transtorno bipolar vindo de Anne e ao completar o beirar de seus 18 foi para a guerra.

 

Era dureza… O holocausto humano que fez para defender a Alemanha resultou anos de rigor e muitas pancadas. Antes era, um rapaz doce educado e calmo, mas foi somente pisar no quartel que tudo mudou : Começou por ser espancado dias e noites pelos generais e como castigo, vivia isolado dos demais  e o que lhe restava era um rosário que acabou perdendo no meio de um exercício militar. Vi que além daquilo o garoto diamante, voltou como pedra. Frio, sagaz realmente poderia ser meu orgulho se não fosse por Hades… na realidade, nunca comentei sobre este deslise, mas como era pertencente de um dos 3 pilares Olimpianos, ele se arriscou a me condenar. A sentença é claro, a morte de meu próprio filho.” - Reflexão de Thanatos, foi interrompida com um sacolejo de cortinas e um agito melindroso o fez se desfazer por completo na plenitude em que estava. Seus olhos desviaram-se e perceberam a presença de um ser ilustre. 

Noite - Quarto - A hipótese de um mercenário.

— Ela deve me responder… Não é possível que esta carta tenha sumido. Não pode ser… - Refletia lastimosamente. Seu corpo parecia cansado, muitas partes mais brancas que o normal e algumas olheiras pretas já se desenhavam ao entorno do contorno ocular. Suas madeixas caíam sem a potência juvenil de antes. Era um sinal? Talvez. 
Quando o relógio badalou as onze horas, os olhos começaram a ver distorções pelo cenário e meio zonzo, resolveu ir se deitar. Desamarrou as linhas da bota e arrancou o casaco de lã e depositou-a ao lado em cima de uma cabeceira. Sua cabeça pousou por cima das duas mãos atrás da carviz. Quando o sono chegou, o engenhoso contraste das paredes foram ficando escuras e os longos fios leves tecleavam o quarto envolvendo o corpo. Pandora, era charmosa, mas em momentos quando queria também era impotente. Suas mão flechou o rosto dele marcando apenas alguns riscos como se fosse um jogo. Como impulso o rapaz acordou e deu de cara com a donzela já acomodada ao fim de sua cama. Corou e deixou-se a encostar para a cama para depois, se transpor numa rajada. Os olhos azuis de Alecksej ao presenciar tal efeito, se arregalaram e os dois lábios tremeram como pétalas. Não se emitia nenhuma frase e reclamação era apenas olho no olho. A mão dele foi até o rosto dela e sentiu a maciez,a emoção não foi demonstrada, mas se notava o interesse. Pandora bateu no palmo pálido do menino e começou a dizer :

— Me disse que não sabia se poderia encontrar pessoas vivas não é mesmo ? - Perguntou.
— Sim. Até ver você… Sabia que era real. - Disse tomando um ar confiante. O ar insustentável da imperatriz era doloroso, mas suavizava o ar britânico a meio termo. 
— Sim sou. Apenas meu desejo de vê-lo invadiu o composto de seus sonhos e Alecksej… - Ela dizia deixando a mão sob a dele acariciando. — Aliás desta vez, vim aqui para lhe dar uma notícia péssima, mas queria muito dizer que quero você perto de mim… Me parece ser forte e pessoas como você  é necessário ao meu lado. - A voz remetia um tom grave e atento a cada palavra que pulava da boca da outra, Alecksej deixava com que seus evasivos olhos certificassem de tal realidade, só quando percebeu que a palavra dela havia acabado, que se deu por conta em pensar em algo para declarar :

— Mas o que espere que eu faça? Mal sei sobre você e mesmo que eu possa insistir você não me contaria nada… - pandora, então olhou com uma face pura, mas que era desmentida pelas palavras.
— Não vivo neste mundo… 
— Não? por acaso, é morta? - Disse num sorriso irônico, Aleck. O que não esperava ele aconteceu : Ela balançou a cabeça manejando de forma positiva e selou seus dedos aos dele.
— O mundo dos mortos… Um lugar lúgrubre… Sem vida, mas vendo você. - Ela puxava o tecido do vestido. — Me faz desejar que vá… E por favor, não me negue. - Suplicou. O sotaque britânico não mentia em pandora e causava um certo charme para o alemão. Assomou-se um silêncio e sibilou entre eles, uma pausa de reflexão. As pernas do rapaz se separaram aos poucos e as mãos ficaram para trás suportando seu peso rigado. seus olhos, pesquisaram o quarto até tomar a luz sob a mente que lhe deu ideia :

— Pandora…
— Sim?! 
— Eu aceito. A sua luz me deixou um tanto acalentado e não posso dizer não, aliás é a única que esta aqui então, se for para mim morrer… Será pela única pessoa que vi até agora. - Com o feito, Pandora moldou um sorriso de orelha a orelha, mas conteve a exaltação. Deixou as mãos sob as coxas e cerrou os lábios. Quando visionou o rapaz, viu que ele pegava uma faca que portava-se dentro da gaveta e vagava por alguns segundos sob o local, quando se aproximou dele e entregou o tal utensílio :

— Se for para partir, quero partir vendo que você contribuiu para isto. - Falou baixo até selar os lábios contra os dela. A atitude tomada pela mulher foi reprimida com nojo, mas dava continuidade. A mão dele espalmou um dos membros da cortesã e deitou suavemente com ela sob a cama. Seus olhos se fecharam e o beijo quente foi deixando ar frio, mas agradável. Porém, mal podê se tirar proveito : A imperatriz, passou de raspão por cima do peitoral do garoto, e gravou a espécime de adaga que logo gotejou seu sangue. seus olhos se arregalaram e já via o corpo do homem se vida, todavia limpou a faca e guardou consigo para não requirir mais problemas. 

Castelo dos gêmeos - Cortejo da morte.

Os sentimentos frios de Thanatos pareciam ir embora e serem tomados pelo “ato humano.” Porém, ao meio do mergulhas de suas atribulações, sua foice que compactava-se e m um outro compartimento da casa, flutuou para a sua presença e brilhou três vezes. Quando nomenclou o próprio nome, a face  sangrenta de Alecksej apareceu e sua mão trêmula fez derrubar o papel que ainda examinava. Hypnos que se atentou com a alteração do irmão, de cara notou que se tratava de uma morte, porém não entendia o motivo de tanto espanto vindo do irmão e como resolveu se  permanecer calado relevou aquilo como um delírio do próprio. 

Inferno - Fila dos mortos - Entrada

A morte de Alecksej foi abolida do passeio de sua religião o transportando diretamente para o mundo dos mortos. O primeiro passo, era passar pelos restos sem vida que ainda andejavam pelos cantos a procura de algum lugar para o descanso eterno, mas como eram condenados, tinham que marchar numa fila extensiva que os levavam a uma profunda vala e como retrocesso, Alecksej tinha que passar por aquilo. Depois do tal “assassinato” ocorrido, pandora podê voltar para o sexto salão onde resguardava-se seu imperador. Inerte sob a boa execução a mesma não se deu mais ao capricho de encarar o rapaz e nem se quer dirigir as tortuosas palavras que mais detinham, a ironia e hipocrisia. A carne ainda sadia do rapaz atraia a atenção dos demais que  eram falecidos. Alguns que arriscaram tocá-lo acabaram, recuando para trás devido a um estrondo furioso que retumbou pelo céu. Na alvura violeta uma sombra escura convergia se aproximando em passos rápidos sutilmente de seu alvo. Era revelado aos poucos, uma silhueta feminina, composta por coxas grossas e longos cabelos rubros e a sua aparência tinha a impressão de esbanjar o aflorar de 16 anos. Ao ficar de cara com o novato, a mesma usou o olfato para sentir seu odor e logo tirou uma carta da manga :

— Agonizando… Uma pena, deixe com que eu acabe com a sua dor. - Disse a moça, erguendo as mãos. Instantaneamente, algumas garras surgiram e estiveram prestes a ter contato com a pele do outro. Se não fosse uma intervenção do tal “herói” talvez o corpo poderia ter sido, aniquilado. A mão pousou no ombro da garota e um timbre cordial ecoou em seus ouvidos :

— Deixe que eu cuido deste mortal… Cat Sidhe. - Entonou Thanatos. A espectra que desejava uma boa execução, se virou desacreditada e então replicou :

— Este é o meu trabalho! - Vociferou a menina. Aos olhos prateados, cortou-se uma luz incandescente que a fez parar de falar. A mesma abaixou os braços e se afastou até dar de costas com o homem e sair de perto do raio de distância habitado. O senhor então, deu uma inclinada antiquada e puxou a própria prole pelos braços e com uma das mão livres, abriu uma fenda e deu passagem para que entrasse com o cabaço. 

Enquanto isso…

A galeria de aberrações era aberta. O lustre cintilava com a presença da luz acanhada que vinha por trás dos vitrais e pobretinha acima dos fios finos da serviçal deixava aos poucos, o molde do corpo em que sempre na acomodação inclinada, perante a cortina decante sob alguns degraus de bronze. O ar era mais leve já que o plano desde o início, quando Thanatos citou sobre a existência de um bom partido para o inferno até a vinda dele até o tal lugar, já se via a satisfação de Hades: 
—  Imperador Hades… Já cumpri com minha parte, logo o garoto entrará por esta porta com a Cat Sidhe e… - Antes que pudesse concluir com a sua palavra, as portas foram empurradas e a indignada serva do deus entrou berrando :

— O NOVATO DESAPARECEU!! - Proclamou e deu continuidade. — Thanatos apareceu e disse que se encarregaria, assim depois vi ambos desaparecerem bem perto da minha prisão. - Esgrimiu a estrela terrestre. A mulher olhou para trás com os olhos bem abertos e uma feição pasma modificou entre suas facetas :

— O QUE? - Vozeou. Hades que conversava com ela se calou como uma repreensão. Pandora, desviou os olhos e pousou-os sob o “altar” onde antes contemplava a figura de seu amo, elevou-se esticando os joelhos e segurou firmemente em seu tridente negro e olhou para adiante e ressoou :

— Senhor, tentarei meios de trazer Thanatos e com ele, o mortal… Dei-me licença. 


Shisshō de Dríade
Espectros
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Ficha de Personagem
HP:
100/100  (100/100)
Cosmo:
100/100  (100/100)
Nível: 1

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