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[RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

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[RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Qui Maio 26, 2016 6:50 pm


A Estrada das Pétalas


A RP irá começar com o post de Albafica de Peixes . Esta é uma RP FECHADA,conta apenas com a participação de Celaena de Dríade . Estamos na ilha dos curandeiros, uma ilha próxima ao santuário conhecida por possuir uma "governante" capaz de curar qualquer tipo de doença através de suas ervas são as primeiras horas do dia e uma intrigante história  está preste a se iniciar.




Albafica de Peixes
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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Sex Maio 27, 2016 8:53 am

Albafica
de Peixes
"Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar, as lembranças que eu guardei estão todas a murchar .Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz, em meus sonhos modificar um destino tão sombrio..."



A ilha dos curandeiros, um local conhecido por possuir toda  espécie de plantas medicinais  capazes de curarem qualquer tipo de doença, graças a sua governante uma mulher conhecida por todos por possuir um bom coração e se dedicar inteiramente a cuidar da saúde de seus aldeões. Localizada nas águas costeiras próxima ao santuário de Athena, a ilha constantemente fornece suas ervas para os moradores de Rodorio e mesmo se localizando tão próximo ao santuário de Athena, o lugar e sua governante nunca demonstraram interesse em se aliar ou mesmo se opor aos domínios da Deusa Athena, talvez por isso até hoje nenhum cavaleiro pisou naquelas terras.

 Como todos sabem, os cavaleiros de ouro são os representantes maiores do reino de Athena e sempre que necessário se fazem presentes para serem porta voz do reino já que o grande mestre e a deusa pouco ou quase nunca se ausentam de seus domínios. Com isso, atendendo á um chamado do Grande Mestre, Albafica o cavaleiro de ouro de Peixes fora enviado até a ilha para pedir a sua governante ervas que fossem capazes de curar uma enfermidade que estava causando a morte de um dos cavaleiros de prata pois já haviam tentado todos os métodos conhecidos e nada era capaz de identificar a doença e curar o guerreiro que a adquiriu após um duro combate contra o espectro de Deep.


 
Detentor de um cosmo invejável e uma beleza sem igual, o nobre guerreiro prontamente atendeu ao chamado do mestre e trajando a sagrada armadura de ouro de Peixes se dirigiu até o local. O Veneno Encarnado como é conhecido, partiu sozinho para essa missão, durante todo o trajeto que era feito pelo mar em um pequeno barco tripulado apenas pelo santo, ele refletia sobre a fama do lugar, afinal a mulher  que comandava e era venerada pelos moradores da ilha possuía a fama de ser capaz de curar todo o tipo de doença, restaurar qualquer organismo, era quase como uma milagreira, alguns até diziam que ela era a única pessoa capaz de curar e limpar o sangue venenoso do cavaleiro de Peixes e que por isso o Grande Mestre o escolheu para tal missão, para ele finalmente ter a chance de se livrar do vínculo escarlate de Peixes e por fim decidir qual caminho seguir. Mas como eu disse antes, são apenas rumores.



A viagem não foi longa e em poucos minutos o belo já desembarcava em seu destino. Os moradores logo que o avistavam demonstravam certo receio em se aproximar, afinal tratava-se de um cavaleiro de ouro e eles nunca estiveram naquela ilha, quem poderia lhes garantir que era em paz sua vinda?

Sem se importar com isso, Albafica seguiu seu caminho até a mansão da governante. No caminho só se ouvia o som de sua armadura dourada no solo e dos animais que apareciam por toda parte, os moradores vivam em tendas e pareciam ser pessoas boas, os olhos azuis do cavaleiro observavam atentamente cada detalhe do  local, em poucos minutos após sua chegada todos as famílias já estavam dentro de suas tendas, pareciam temer o santo.

Logo que se afastou das tendas, o cavaleiro se viu em uma floresta ingrime e de mata densa, repleta de plantas e animais que pareciam o observar como se estivesse sendo monitorado por eles, sem demonstrar nenhum tipo de reação continuou subindo até finalmente avistar uma enorme mansão que possuía um jardim gigante e duas estufas, certamente era ali onde residia a mulher capaz de curar seu companheiro a beira da morte.

Ao caminhar pelo jardim pôde sentir uma enorme cosmo energia em harmonia perfeita com a natureza, nem mesmo ele com o domínio elemental possuía tamanho sincronismo com a mãe natureza, realmente esta mulher de quem todos falam deve possuir um poder incrível!



"Mas que cosmo energia é essa?! " - Estava caminhando pelo jardim da mansão e certamente já havia sido notado pela curandeira. O brilho dourado de sua armadura em contraste com os raios do sol e a formosura das plantas traziam uma beleza sem igual ao lugar, a brisa tocava sua pele e lançava seus fios cianos contra o vento os fazendo tremular em perfeita harmonia, seu olhar frio se mantinha atento a todo e qualquer tipo de movimento, afinal ele sentia que a mulher a qual procurava estava perto.






Notas: Notas notas ou qualquer coisa.



Albafica de Peixes
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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Celaena de Dríade em Sex Maio 27, 2016 2:47 pm

Celaena estava de pés descalço para sentir a terra, usava um simples vestido branco, não estava com nenhum enfeite nos cabelos os mantinha soltos. Como sempre estava a cuidar do seu jardim, diariamente levantava cedo,  e sempre mantinha aquela rotina, acredite aquilo não a cansava e muito menos a incomodava, muito pelo contrario apenas a deixava mais calma do que já estava. A tarefa era simples retirar as flores mortas, plantar mudas vindas de diversas regiões do pais ou arrancar as ervas daninhas.

A jovem teve naquele momento um desvio de sua atenção graças a aparição de um cervo que aproximou-se dela sem muito alarde.
-Minha Senhora temos visita... A criatura comentava.

Celaena apenas sorri e respondia a seu amigo.
-Não tenha medo, eu já senti a presença de um alguém o vento me sussurrou sobre a sua chegada...Apenas deixe o ser seguir seu caminho...Estou em duvida sobre algo...muito provavelmente pode ser um teste do Santuário...

O cervo seguia seu caminho por entre o belo jardim meio preocupado com a situação atual de um cavaleiro andar em seu território, mas respeitava a decisão da jovem.
-Ficaremos por perto... Ele dava seu ultimo aviso antes de sumir na floresta.

 Ilha dos Curandeiros tinha se tornado um lugar neutro e tranquilo, parte de sua vegetação floresceu de forma rustica a deixando intocada pelo homem, seus moradores sabiam muito bem viver em harmonia cm a natureza e querendo ou não ela dava a eles as ervas medicinais necessárias para qualquer tipo de doença bastava procurar e ter o conhecimento medicinal das plantas, os aldeões detinham este conhecimento parte de seu lucro vinha da venda das ervas no porto e aquela não era o único vilarejo da ilha, por sentir a presença d cavaleiro ela percebeu que ele achou por melhor desembarcar em um porto improvisado e pequeno da ilha, talvez para não chamar muita atenção, sobre ele a dríade mantinha seus olhos através dos seus aliados e da própria natureza, acredite ter este domínio sobre a mesma é algo raro e especial, Celaena não gostava nada de te-lo por perto, assim como qualquer outro cavaleiro ou guerreiro de outras divindades.

Finalmente a pessoa aparecia adentrando em seu jardim no qual minutos antes ela tinha deixado o lugar. Ao sentir a presença de sua visita, ela apenas se movia de forma harmoniosa com a terra e o ar chegando perto do cavaleiro o tocando no ombro como uma brisa suave. Essa era sua presença para ele naquele momento querendo ou não para se virar e encara-la, que tão logo o respondia de forma tranquila.
-Estou surpresa com a sua sensibilidade em sentir meu fraco cosmo... Celena sorria o reverenciando e continuava a falar.
-Desculpa Senhorita, mas  você já teve liberdade demais no meu jardim? O que desejas na minha Ilha, a ponto de chegar em meu jardim, que não pode ser resolvido com os aldeões ?

 Somente agora ela o encarava e ficava envergonhada com o seu erro, sem jeito tentava se desculpar.
-Perdão eu não sabia que era um Homem ? Eu senti a sua presença e acredite ela é uma essência feminina...Mas não cabe a mim revelar as reencarnações das pessoas, queira me desculpar... Agora Celaena prestava muita atenção no rapaz - O que você deseja?




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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Sex Maio 27, 2016 3:54 pm

Albafica
de Peixes
"Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar, as lembranças que eu guardei estão todas a murchar .Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz, em meus sonhos modificar um destino tão sombrio..."




 Como eram belas aquelas flores! Aquele cenário logo trouxe lembranças ao bravo guerreiro, sentir o perfume daquelas rosas, por mais semelhante que fossem com as do seu jardim essas pareciam realmente belas e não letais como aquelas as quais usava em batalha. As delicadas e frágeis pétalas de cada flor cuidadosamente cuidadas por sua dona o fez lembrar do quão belo o mundo pode ser quando visto pelo ângulo correto. Aquele lugar era cheio de vida e exalava um perfume agradável, as flores traziam paz através do seu aroma.

O suave toque em seu ombro chamou sua atenção, a doce voz em seguida o fez se virar e deparar-se com uma bela mulher trajando roupas simples, nada além de um belo vestido branco, seus cabelos dourados eram soltos ao vento e seus olhos possuíam um brilho prateado sem igual, era uma beleza nunca antes vista pelo homem que  atentamente a ouvia e analisava.

Cerrou os punhos quando ouviu-a dizer que sua presença possuía uma essência feminina. Não entendia e nem queria saber do que diabos aquela mulher falava, respirou fundo para retomar sua serenidade e suavemente suas mãos se abriam voltando ao normal, seus olhos buscavam os da garota, sua expressão era fria como sempre fora.



- Eu sou Albafica, cavaleiro de Ouro de Peixes! - Sua fala era pausada e serena, seu tom de voz era baixo e não transparecia irritação, a brisa continuava tocando sua pele e trazendo ainda mais formosura a sua postura e aparência: - Venho em nome do santuário de Athena em busca de sua ajuda!

Suavemente moveu seu rosto para direita e direcionou seu olhar para o horizonte, ao longe se via o santuário de Athena, local onde naquele momento certamente estariam o Grande Mestre e Athena preocupados com a saúde daquele guerreiro, peça fundamental e preciosa para a Deusa da justiça em seu exército.



- O Grande Mestre gostaria de sua ajuda, um guerreiro foi ferido em combate e contraiu uma doença degenerativa nunca antes vista, se continuar nesse ritmo... certamente ele morrerá! - Novamente focou seu olhar nos olhos daquela mulher, era realmente bela e misteriosa como todos diziam.



- Nem mesmo Athena foi capaz de curar aquele homem, mas existe uma grande possibilidade de você ser capaz, sua fama por todo o mundo é conhecida...  e mesmo sabendo que a senhorita nunca se envolveu com nosso reino, você é a nossa ultima esperança!  

 Ter sido confundido com uma mulher talvez até pudesse ter sido uma forma de provocação dela devido a delicadeza e formosura de seus traços, contudo ele estava ali em paz levando o nome do santuário e por isso resolveu ignorar aquele acontecimento.

Aguardava ansioso pela resposta dela, sabia que se fosse uma negativa nada poderia fazer se não retornar ao santuário mas ainda assim sentia que aquela mulher parecia desconfiar de suas verdadeiras intenções, ele não a podia culpar afinal, ela vivia em uma nação neutra e receber um cavaleiro sem aviso prévio talvez fosse no mínimo preocupante.  






Notas: Notas notas ou qualquer coisa.



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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Celaena de Dríade em Sex Maio 27, 2016 8:44 pm

Cealena percebeu que o cavaleiro havia se ofendido com o seu comentário, ela não era acostumada a prolongar muito suas conversas na maioria das vezes entregava o que a pessoa pedia e seguia com seus afazeres, mas com aquele visitante ela queria saber o verdadeiro motivo de sua presença ali, logo na sua ilha frente a uma "inimiga".

Novamente ela se curvava a frente dele, depois de ver sua expressão fria.
-Senhor Albafica, vejo que ficou realmente ofendido pelo que acabei de comentar, mas eu não tive a intenção...O Senhor tem que entender que eu vejo o mundo de outra forma além do cosmo, com estes olhos eu realmente posso ver própria alma e energia das coisas, que o tem ou não...Até mesmo a armadura que veste em minha Ilha tem vida...

A moça voltava sua posição, tão logo, se afastava do cavaleiro. Sempre transmitindo a calma em suas palavras, não demostrava desprezo, arrogância nem algo que ofende-se o belo cavaleiro a sua frente, isso tudo para ele não tirar conclusões precipitadas quando ele se apresentou e a mando de quem ela mudou a expressão, como se tivesse levado um susto, mas ela olhava para os lados tentando descaradamente disfarçar sua surpresa, mas não adiantava naquele momento, só tomou um pouco de folego para continuar a falar um pouco afastada do cavaleiro.

-Agora entendo seu fascínio pelo meu jardim minutos antes, você é também conhecido como o Veneno Encarnado se não me engano... Eu não quero complicações ou arrastar a guerra para minha Ilha...

Ela olhava para o local onde o cavaleiro encarava fixamente e também via o Santuário ao longe não sentia nada vendo aquele lugar e nem queria entender o que seus guerreiros sentiam em relação a Deusa deles. Escutou calada o que Albafica lhe pedia, devolvia seu olhar fixo sobre ela com um olhar de ternura de quem vai ajuda-lo.

-Senhor Albafica, eu vou ajudar seu amigo, não o Santuário, eu tenho meus motivos, mas nunca negaria um pedido de ajuda para curar alguém doente...

Celaena acenava para ele a seguir, o guiava a passos lentos e suaves entre o jardim ela sentia-se grata a cada passo dado no chão de terra úmida, o cavaleiro nem imaginaria o quanto era prazeroso sentir a mãe natureza.

-Senhor Albafica pelo fato de não trazer o seu amigo realmente eu acredito que seja algo grave, o que me preocupa é saber que Athena não consegue  curar ele?

Assim ela seguia conversando com o cavaleiro até a entrada da mansão onde ela o acompanhou até o salão principal, no lugar ela pedia para ele ficar a vontade sentar ou ficar de pé,  uma das empregadas  serviria um chá com um pedaço de bolo, para acompanhar caso ele queira, o incomodo foi ver os cochichos delas sobre o belo cavaleiro na casa de sua Senhora.

O salão era belo decorado com vasos de flores e folhas boa parte dos cômodos onde poderia ser coloca um de enfeite, haviam alguns quadros retratando a família Reidel. Celaena sentava em um grande sofá de forma comportada, ainda assim escutava a repreensão dos empregados sobre as pegadas de terra que deixou no tapete, mas ela nada fez só sorriu e pediu desculpa, prometendo que tomaria mais cuidado para não sujar a mansão toda, quando voltou sua atenção ao cavaleiro falava de forma mais a vontade.

-Fique a vontade Senhor Albafica... Ela não comia nada e nem tomava o chá, não estava com fome, ofereceu a visita apenas como forma de cortesia, que tipo de anfitriã ela seria se não oferecesse nada para as visita.

-Me diga Senhor Albafica qual é a doença do seu amigo, para que eu possa preparar a cura?




Celaena de Dríade
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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Sab Maio 28, 2016 11:04 am

Albafica
de Peixes
"Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar, as lembranças que eu guardei estão todas a murchar .Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz, em meus sonhos modificar um destino tão sombrio..."



O belo cenário parecia propício para aquela conversa, os pássaros cantavam alegremente em meio aquele jardim, esquilos e outras espécies de animais corriam pelo solo, era como se aquele lugar fosse o paraíso dos campos Eliseos, afinal tudo parecia mais belo, as cores transpareciam mais vida, os animais mais alegres, era realmente um lugar diferente dos demais.

Como era gentil aquela mulher, suas palavras se desculpando pelo erro cometido fizeram um breve sorriso brotar no rosto do santo, sabia que aquele fato isolado não poderia o tirar do foco de sua missão, ouvi-la dizer a forma como enxergava o mundo trouxe em sua memória todos os ensinamentos de Rugonis sobre a energia da natureza e a pureza que esta trazia, se tornar um só com ela faria de qualquer humano um ser infinitamente superior aos outros e, para ser sincero, parecia que aquela loira era literalmente a mãe natureza.

" O Veneno Encarnado!" Sim, era esse o nome conhecido por todos quando se referiam ao cavaleiro de Peixes, e mesmo na ilha dos curandeiros sua fama era conhecida. A formosa garota a sua frente parecia o conhecer e logo fez questão de frisar que não possuía o menor interesse em se envolver nos negócios da deusa. Ajudaria sim um guerreiro ferido mas jamais se aliaria a Athena, pelo menos era isso que transpareciam suas palavras e expressões corporais.



 - Não se preocupe quanto ao seu equívoco, realmente a senhorita possuí olhos diferentes, sua maneira de ver o mundo me fascina! - respondia com um leve sorriso no rosto,sua voz seguia doce e baixa como sempre fora, porém não transparecia desconforto com o ocorrido, mesmo sua pele alva como a neve não se avermelhou após a explicação dela. Em seguida mantendo sua postura séria ele concluiu:   - Eu entendo sua posição, senhorita. Em nome do santuário eu agradeço pela ajuda e prometo que isso em nada afetará nossa ligação e postura de respeito a cerca da posição da ilha dos curandeiros em relação a deusa Athena!

 O formoso guerreiro a seguiu pelo jardim após esta o convidar com um delicado sinal com as mãos, estava sempre cerca de dois passos atrás da moça, o caminho era curto é verdade, mas foi o suficiente para ele analisar aquela mulher, como era simples! Estava descalça, não possuía nenhum acessório em seu corpo e vestimenta  mas ainda assim permanecia bela como uma deusa.



 - Ele realmente está muito ferido, não sei explicar como o cosmo divino de Athena não foi capaz de o curar, talvez seja porque ela ainda não despertou totalmente seu poder, eu acho... -  Fazia sentido a pergunta dela, afinal como é que a deusa não foi capaz de curar uma doença? Na verdade o pisciano tinha os mesmo questionamentos principalmente em relação ao sangue venenoso que por gerações vem matando os cavaleiros de Peixes inclusive se pai e mestre, Rugonis, mas não era necessário expor isso a ninguém.



"Como este lugar é belo!"  Pensou quando adentrou a imensa mansão, a decoração repleta de vasos e de flores chamava sua atenção, também podiam ser avistados diversos quadros com algumas pessoas que deveriam ser a família daquela mulher, ou pelo menos parte dela. gentilmente ele agradeceu a uma bela jovem de cabelos ruivos que lhe oferecia uma xícara de chá e um pedaço de bolo mas recusou-o, logo percebeu que a garota se envergonhou ao olhar em seus belos olhos azuis deixando suas bochechas levemente rosadas, era uma reação típica das mulheres quando se dirigiam ao pisciano, por isso gentilmente sorriu para ela e se assentou no sofá próximo a loira.  



 - A verdade é que não podemos identificar a doença nele, senhorita. A única informação que temos foi que ele inalou parte do golpe " fragrância profunda" do espectro de Hades Niobe de Deep A Estrela Terrestre das Trevas, se eu não houvesse chegado a tempo de absorver todo o golpe, certamente ele já estaria morto... - sua fala seguia pausada e serena, seu olhar que até então percorria o salão agora se voltava novamente aos olhos da bela mulher a sua frente: - A propósito, a senhorita não me disse ainda seu nome... sei que eu já devia conhecer mas me perdoe por minha ignorância... - pela primeira vez se mostrava envergonhado afinal, ele sentia que devia saber ao menos o nome daquela conhecida por todo o mundo  por possuir a cura para qualquer enfermidade.






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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Celaena de Dríade em Sab Maio 28, 2016 4:52 pm

 Celaena acabava ficando mais calma, parecia que finalmente o Cavaleiro entendia seu equivoco em relação a ele. Como sempre Albafica gostava de deixar ela sem jeito, mais uma vez ele comentava algo que a fazia novamente olhar para os lados, fingindo procurar algo, no final ela complementava seu primeiro comentário.

-Senhor Albafica, espero que sim...Não quero nenhum problema para minha Ilha, foi muito difícil conseguir manter a paz em que vivemos hoje...

 Celaena estava pensativa sobre o que Albafica tinha falado, sua deusa parecia não ter despertado totalmente, mas ainda assim ela parecia desconfiada. Quando ele recusou o chá e bolo, ela não ficou nada contente, e pior foi ver a reação de sua empregada, com a sua visita.

-Obrigada Senhor Albafica, esta mansão pertenceu a minha família, foi erguida do nada graças aos esforços de ambos, uma vez que tiveram de começar sua vida do zero, graças ao Santuário...

 Ela o respondeu com um pouco de tristeza em sua voz, ainda sentia falta da sua família, a unica coisa parecida de uma família que tinha até o momento era seus empregados, os animais e a própria natureza do lugar, já que seus parentes a abandonaram devido a sua herança maldita, assim eles falaram a ela. Retomando o folego para desviar o rumo da conversa.

-Vejo que o Senhor também é bem popular entre as mulheres...Sorrindo ela não entendia o que ele realmente queria e o respondeu de forma direta, já que estava visivelmente surpresa com o comentário sobre o espectro, ela o olhava fixamente e ficava corada de vergonha, pela primeira vez ele a fez ficar realmente sem ação frente a ele, sem conseguir recuperar o autocontrole. Vendo de perto ele era muito mais atraente do que Celaena previra. Alto, com olhos e cabelos belos, sem contar um rosto de feições bem definidas. Parecia o homem perfeito cm o qual qualquer mulher sonhara, ela não poderia se entregar ao sentimento do momento.

 Novamente ela esquivou-se, saiu do sofá para ir até a janela, apreensiva ela preferiu ir direta ao assunto com a voz em um tom baixa.
-Eu me chamo Celaena Riedel, sim você deve ter escutado algo sobre a família Riedel, meus antepassados, mas enfim não vamos prolongar nossa conversa sobre a minha pessoa... Os Aldeões apenas me chamam de Dríade Curandeira os mais novos claro pessoal que gosta do fantasioso, pois os aldeões mais antigos me chamam por Celaena...Sabe as pessoas inventam muitas coisas no qual você vai perceber tarde demais, pois já se tornou um boato fora da Ilha...

  A jovem não o encarava sentia vergonha em parte do seu passado, mas continuou a falar com um tom de voz um pouco triste.
-Senhor Albafica, de inicio eu pensei que  Senhor estava procurando a cura pera seu sangue, fiquei surpresa por saber que é a cura para a fragrância profunda...Eu posso curar, mas o meio para isso pode não agrada-lo, mas garanto que é  mais seguro possível se eu criar o  antidoto para ajudar o seu amigo, afinal é meu dever não recusar um pedido de ajuda para curar alguma doença, ainda mais ajudar alguém que foi ferido por um demônio do inferno...

Naquele momento ela olhava fixamente para o cavaleiro, seus olhos passavam a sensação de agonia, como uma faca cortando-a, mas tinha que ser sincera sobre os meio que usaria para criar o antidoto., sem contar que estaria se expondo ao perigo de ser atacado pelo cavaleiro, finalmente ela percebia os métodos desprezíveis do Mestre do Santuário ele a queria morta isso nunca foi novidade, mas como sempre usar os outros para fazer o seu trabalho era muita covardia, deveria o culpar pelos meios usados, mas entenderia seu motivo na Guerra todos os meios de alcançar seus objetivos são validos.

-Apenas me fale se você quer realmente salvar a vida do teu amigo, pois aquele veneno é muito mortal para um humano normal, você pelo visto não teve problemas com o veneno, mas ele vai acabar morrendo, pois não possui a tua imunidade...

 Assim ela permaneceu parada a frente dele, queria ver sua reação e se realmente estava ali para ajudar seu amigo e se era verdade que tinha alguém doente, seu erro era não estar do lado de fora para descobrir se estava ou não sendo enganada.




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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Dom Maio 29, 2016 12:23 pm

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"Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar, as lembranças que eu guardei estão todas a murchar .Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz, em meus sonhos modificar um destino tão sombrio..."



Os raios de luz do sol que adentravam a janela iluminavam o local, davam um tom mais harmonioso as rosas e a distribuição dos moveis, no centro estavam ambos sentados no sofá com certa proximidade, seus olhos se encontravam e um silêncio constrangedor tomou conta do local, observador, Albafica pôde ver que ela se sentia constrangida estando tão perto assim do santo, já  que após sua fala, assim como as de sua empregada, suas bochechas tomavam um tom levemente rosadas.

Talvez para evitar constrangimento a bela mulher desviou seu olhar e em seguida se levantou e caminhou até uma janela deixando-o sozinho.

O brilho no olhar de Celaena mudava quando o cavaleiro dizia o motivo da doença de seu companheiro, antes firme e misterioso, seu brilho prateado agora transparecia dor e sofrimento, talvez por se lembrar da história de dor de sua família por culpa do santuário, mas era possível que não fosse só isso, havia algo que verdadeiramente a incomodava e estava além da compreensão do santo de Peixes.



- Eu lamento por sua família, senhorita Celaena! - Seus olhos se voltavam para baixo quando ela revelou esperar que o santo buscasse a cura para seu sangue, Albafica sempre amaldiçoou seu sangue e sua aparência por causar dor e sofrimento á todos por ambos, afinal devido a sua formosura todos se afeiçoavam facilmente á ele e por conta de seu sangue venenoso acabavam sofrendo. Mordiscou os lábios e respirou fundo antes de responder.

- Não há mais salvação para o meu sangue, eu escolhi esse caminho! - Em seguida se levantou e foi até onde ela estava, parou próximo a ele e seus olhos azuis foram de encontro aos prateados dela que continuavam a transparecer o sofrimento de outrora, por um breve momento desviou seu olhar para a palma de sua mão que estava aberta, em sua mente se passava todo o sofrimento que ele teve que suportar para possuir aquele tipo de sangue e mesmo assim não servia para nada já que não era capaz sequer de salvar seu companheiro. Logo retornou seu olhar buscando o dela e concluiu:



- Não importa quais métodos você usará Celaena, eu não posso deixar um companheiro morrer! Para falar a verdade, talvez ele já esteja morto, as chances de eu chegar lá á tempo são quase nulas! Mas... eu não me perdoaria se eu não tentasse...

 Seguia fitando-a, não se importava da maneira  a qual ela faria o antídoto ele apenas precisava concluir sua missão, não queria, mas as dúvidas sobre a razão daquela missão seguiam aumentando em sua mente, afinal a fragrância profunda é um golpe que mata em pouco tempo, por que o Grande Mestre o faria ir tão longe por uma cura? Será que era realmente para testar a fidelidade do pisciano com seu sangue? Haveria algum outro motivo? O santuário seria capaz de sacrificar um guerreiro apenas para testar outro? Não! Era impossível! Aquela missão precisava terminar o quanto antes!





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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Celaena de Dríade em Dom Maio 29, 2016 5:25 pm

 Ao lado de fora da mansão estava um dia agradável, com uma ligeira brisa que impedia o calor excessivo. Os pássaros cantavam, e parecia quase impossível que algo não estivesse certo no mundo. Celaena, porém, sentia-se apreensiva. Apenas as palavras do Albafica, ecoando em sua cabeça, mantinham  ela na duvida, ele era muito evasivo, quase não demostrava suas emoções com  o que ela comentava, a cada momento.

-Nunca deixe de acreditar Senhor Albafica, eu poderia curar o Senhor também, mas eu não entendo se pode criar o veneno em rosas num belo jardim...Não vejo motivos para manter o veneno em seu corpo..Veja eu tenho um grande conhecimento sobre venenos e como maneja-los,  não preciso te-los em meu corpo... Foi a unica coisa que ela falou para o cavaleiro, ela por sua vez viu que não tinha necessidades de contar mais nada sobre ela.

Celaena o fitava com ternura novamente, já havia abandonado as lembranças que lhe deixavam triste naquele momento.
-Deve me perdoar se estou lhe contando coisas que talvez devesse guardar comigo, vou preparar o antidoto, acho que a cada minuto desperdiçado em nossa conversa é um minuto a menos na vida do seu amigo Senhor Albafica...

 A jovem por sua vez achou melhor se apressar, deixaria  cavaleiro na sala a vontade. Ela tinha que trabalhar no antidoto e assim o fez, novamente caminhava calmamente até a porta acenava para o Albafica.
-Fique à vontade, vou preparar o antidoto o mais rápido possível...Qualquer coisa os empregados podem te ajudar...Mas não machuque ninguém eles são apenas pessoas normais que vivem nos vilarejos próximos a minha mansão...

 Celaena sorria novamente para o cavaleiro e se ele não precisa-se mais dela, a jovem seguiria para os seus afazeres. Tinha muito trabalho, antes de começar o dia realmente.




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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Seg Maio 30, 2016 6:23 pm

Albafica
de Peixes
"Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar, as lembranças que eu guardei estão todas a murchar .Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz, em meus sonhos modificar um destino tão sombrio..."


   Um choque! Talvez fosse essa  a melhor palavra para expressar a sensação de Albafica quando ouviu de Celaena que haveria sim uma cura para seu sangue, tentou mas não pôde esconder a tremedeira em seu corpo, seu coração batia cada vez mais forte, seus olhos estalaram... ele realmente não esperava por aquilo. Inerte e sem reação alguma, o bravo guerreiro só podia ouvi-la e nada mais, as palavras pareciam lhe faltar, estava diante da única pessoa capaz de mudar seu sangue, de lhe fazer ter uma vida normal e o olhar daquela mulher era tão... mágico, carregado de ternura! Celaena, quem é você?!



" Essa mulher... quem é ela?! Celaena, porque é que você disse que pode curar o meu sangue?! Não.. Não poder ser! O Santuário não deixaria o meu pai morrer sabendo que existe uma cura! Isso é impossível!" - refletia em sua mente, sua respiração era ofegante, por mais que seu corpo estivesse ali, sua alma parecia estar presa em uma dimensão criada através do olhar dela.



- Ce... Celaena... - Foi a única palavra que saiu de seus lábios quando a viu saindo pela porta, certamente a bela mulher havia percebido o desconforto do santo de Peixes, afinal se não fosse assim ela não teria se desculpado logo depois de revelar que podia curá-lo.

O belo sorriso em sua despedida o deixou ainda mais intrigado, afinal quão misteriosa era aquela mulher! Celaena parecia saber muito mais do que demonstrava, em poucos minutos já havia conseguido fazer o pisciano perder o chão, ela aparentava ter o controle de tudo, cada frase, cada gesto... era como se fossem coreografados por ela em uma espécie de teatro, parecia saber cada passo dado pelo santo e o conduzia a perdição com maestria!

Como uma mulher tão doce e bondosa poderia fazer um guerreiro questionar toda uma vida de sacrifícios e isolamento em tão pouco tempo? Logo após a saída dela do recinto, Albafica permaneceu de pé sem se mover por alguns segundos tentado digerir toda aquela situação, pouco a pouco foi recobrando seus movimentos, nunca pensou que se sentiria assim, afinal ele acreditava que já havia aceitado e convivia bem com o fato de possuir um sangue altamente venenoso, mas estar diante de uma possibilidade real de cura o fez balançar muito mais do que esperava, ora, não deveria existir alguém tão pura capaz de parar o ciclo vicioso do vínculo escarlate de Peixes.

 Seus olhos percorreram todo o local, nitidamente abalado ele pôde perceber as empregadas de Celanea o observado como quem não entendesse o que estava acontecendo. Sento-se então novamente no sofá apoiando seus cotovelos em seus joelhos, uma postura nada formal e totalmente fora da maneira dele de se postar, mas não havia problemas afinal estava sozinho ali e acabara de receber um choque de realidade. cabisbaixo cerrou os punhos e seguiu ofegante, seu longo cabelo cobria sua face mas nem mesmo isso podia esconder o abalado em sua postura.



Permaneceu naquele estado por cerca de 10 minutos, depois disso levantou-se e caminhou até a janela, com sua postura já recomposta, ele observava o belo jardim e os animais que por ele caminhavam, sua mente porém não conseguia esquecer o ocorrido.



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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Celaena de Dríade em Ter Maio 31, 2016 1:44 pm

Celaena havia deixado o cavaleiro sozinho na mansão, caminhando calmamente pelas escadarias que a levaram até o porão ela prendia seu cabelo em um coque simples, que realçava ainda mais os traços delicados em seu roto e principalmente seus olhos prateados. Chegando na enorme sala iluminada onde guardada algumas ervas raras e secas, na sala procurou por entre as estantes o lírio branco, nunca o usava e quando o fazia era para combater alguma enfermidade do próprio submundo, quando a encontrou precisou de uma pequena quantia da mesma misturada a outras duas plantas no qual triturava misturando um pouco de água até formar uma pasta de cor verde forte, junto a manifestação do seu cosmo, para harmonizar o Lírio branco aos outros ingredientes. No final ela dissolvia a pasta em um recipiente de vidro com um pouco de água para ter um liquido de cor verde forte, colocou o pouco do liquido em um tubo de ensaio fechou de forma a não abrir por acidente.

Celaena demorava dez minutos na confecção do antidoto, quando voltava a sala para entregar o antidoto ao cavaleiro soube por suas empregadas que Albafica havia ficado muito chocado com algo que ela comentou, por sua vez Celaena apenas lembrou-se do que ele falou antes dela sair, e não havia o respondido, no modo que fez parecia que ela o fez por crueldade, mas foi apenas um momento de desdeixo dela em relação a pergunta.

A jovem chegava a sala via o cavaleiro de pé perto da janela, ela chegava perto dele entregando o antidoto, não tinha solto ainda seus cabelos e muito menos limpado seu rosto que estava um pouco suja na bochecha, ela não dava muita importância para seu estado a frente do cavaleiro gostava de trabalhar com as plantas e por vezes chegava na mansão com os roupas parcialmente suja.

Sorrindo novamente ele a ficava ao seu lado.
-Desculpa, Senhor Albafica eu não achei que o Senhor ficaria muito sentido com o que eu comentei minutos antes... A empregada me contou que o Senhor não estava bem... pegando a mão do cavaleiro e colocando o antidoto ela seguia a falar.
-Antes tenho que te dizer, o antidoto é apenas para o teu amigo , se outro o tomar vai morrer, ele é um antidoto muito forte e somente usado contra o golpe do espectro...

Ela andou até uma enorme bandeja de prata que decorava a mesa no centro da sala, e viu-se suja passou a limpar seu rosto com a palma da mão despreocupada continuou a conversa, temia que ele continuasse a encarando ou se aproxima-se dela, aquilo não deixava ela muito a vontade. Ele poderia usar da oportunidade para machuca-la em um ataque.
-Senhor Albafica, eu sou apenas uma simples curandeira gosto de pensar assim e assim eu sou... Tenho o conhecimento sobre o teu sangue graças a um antepassado meu que lutou conta um cavaleiro chamado Rugonis, foi nessa luta que ele descobriu a cura para o veneno que corria no sangue do cavaleiro...

Celaena terminava de limpar seu rosto e uma das empregadas lhe trazia um lenço, para ela se limpar direito, sentada no sofá ela continuava.
-O Senhor precisa de mais alguma coisa? 

Celaena sempre usava um tom mais suave passando uma tranquilidade ao cavaleiro afim de demostrar que não tinha nenhuma intensão de ferir o cavaleiro. Ela não dava mais nenhuma informação já deu pistas demais sobre quem ela era, provavelmente ele estaria esperando ela se entregar para mata-la em nome do Santuário, não seria diferente dos inúmeros soldados que ela já matou, mas desta vez a unica diferença era que lutaria contra um cavaleiro de ouro, só teria que arrumar um jeito de tira-lo de sua casa.




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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Qui Jun 02, 2016 12:17 pm

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"Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar, as lembranças que eu guardei estão todas a murchar .Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz, em meus sonhos modificar um destino tão sombrio..."


A formosura daquele lugar era tão incrível! Cada rosa, cada lírio, todas as espécie de plantas conhecidas juntas em um só jardim! Aquela visão foi aos poucos acalmando o coração do belo que agora já parecia estar sob controle de tudo.  Por mais que ainda restavam dúvidas, não cabia a ele julgar ou questionar a postura do reino ao qual jurou lealdade e prometeu dar a vida para protegê-lo.

Seus olhos azuis brilhavam em contraste com a luz do sol, sua postura se mantinha fria como sempre, com uma das mãos, retirou os fios de sua franja que caiam sobre seu rosto e de frente a aquele ”quadro vivo” que era a janela com acesso ao jardim da mansão permaneceu inerte. Sua desatenção foi tamanha que, quando se deu conta, algo tocava sua mão.  Sua primeira reação foi ameaçar a recuar a mão, já que nunca permitira ser tocado pelos outros, porém quando viu a bela mulher repousando o antídoto em sua palma ficou sem reação, seus olhos contemplavam a formosura e a simplicidade de Celaena que estava com os cabelos presos em um coque e com o rosto um pouco manchado. A voz doce dela logo ecoou no salão.



- Não se preocupe senhorita, está tudo bem agora! Eu garanto que somente o soldado ferido beberá da cura. – sorriu gentilmente fitando-a com certo desconforto no olhar, afinal ela estava segurando sua mão e aquela era uma proximidade que o santo não costumava ter com os outros.

O caminhar suave da mulher até uma bandeja e a maneira delicada com que ela se limpava prendeu a atenção dele, que em todo o momento a observava com uma atenção fora do comum, parecia desejar conhecer mais sobre ela. Quando terminou de limpar seu rosto, Celaena sentou-se no sofá novamente e suas palavras outra vez causavam alvoroço na mente de Albafica.



Ru... Rugonis de Peixes?! Você disse Rugonis?! – Novamente transparecia estar chocado, sua respiração era ofegante, seus olhos novamente pareciam saltar para fora, respirou fundo e tentando transparecer mais serenidade e auto controle caminhou até o sofá e assentou-se ao lado dela.



– Senhorita Celaena, acabou de citar que um de seus antepassados enfrentou Rugonis não é mesmo?  Mais cedo, disse que essa mansão foi reconstruída do nada após um massacre do santuário... – sua voz era doce, sua fala se pausava por uns instantes, respirou fundo e levou suas mãos sobre as dela segurando-as e olhando diretamente nos olhos da mulher prosseguia: - Eu só posso acreditar que o responsável por toda a desgraça de sua família e deste lugar tenha sido meu mestre: Rugonis, o cavaleiro de ouro de Peixes! Eu sinto muito mesmo! Eu não quero saber quais foram as circunstancias que fizeram o santuário e sua família travarem uma batalha, mas te olhando aqui agora e depois do tempo que passamos juntos... Eu sei que possuí um coração puro e que não é merecedora do fardo que carrega por culpa de meu pai! Eu sei o quanto sofre por estar sozinha aqui e  que nada poderá apagar sua dor, mas eu realmente gostaria de recompensar ao menos um pouco da dor que Rugonis fez sua família passar... – Nesse momento, segurava a mão dela com mais firmeza, não temia feri-la, afinal ela possuía cura para qualquer coisa!  



- Celaena, por favor... Existe algo que eu possa fazer por você? Eu não tenho o direito de vir aqui e te pedir ajuda depois do que Rugonis fez sua família passar...  Eu não conseguiria partir em paz sem antes te recompensar e... Mesmo que a vingança contra Rugonis seja aquilo que busca, está diante do filho dele... EU ENTREGARIA MINHA VIDA PARA TE LIVRAR DE SEU FARDO!  - Seus olhos pareciam penetrar o brilho prateado dos dela, sua voz apesar de serena transmitia convicção no que dizia, estava disposto a sacrificar tudo para livrar Celaena da dor do passado.





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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Celaena de Dríade em Qui Jun 02, 2016 6:26 pm

Celaena novamente recuou, sentiu-se apreensiva com a expressão do Albafica, ela não entendia o que incomodava tanto o cavaleiro parecia que ele realmente não tinha conhecimento dos fatos que ela comentava, o pior foi ver sua reação logo em seguida. Pegar sua mão e despejando sobre ela um sentimento de culpa no qual ele não tinha, e se o tinha isso já não importava mais para ela que havia abandonado as pessoas. O olhar fixo do cavaleiro a incomodava ainda mais, em resposta a sua ação inesperada ela ficava corada de vergonha não sabia para onde olhar, mas estava certa de não querer encara-lo, com a voz tremula ela passava todo seu nervosismo , estava muito sem jeito com toda aquela situação e ficava ainda mais corada.
-Sen...Senhr Albafica!

Tirando suas mãos das dele ela continuava
-Nã...Não precisa ficar assim, eu não busco vingança ou algo do tipo, só quero viver em paz na Ilha , onde a própria natureza já me salvou de um destino pior, e é verdade que sinto um pouco de dor sobre o meu passado...Por fim ela falava com um tom de tristeza, mas tentava não transparecer isso ao cavaleiro que a pegou de surpresa, apenas lhe retribuiu com um sorriso.
-Senh...Senhor Albafica, não se preocupe estou bem, cada ser deve seguir suas vontades e seus sonhos, o Senhor Rugonis que até então, eu não sabia ser seu pai, teve os motivos dele. Mais tarde minha família teve o que mereceu devido a morte de inúmeros pacientes...

A jovem repousava as mãos sobre os joelhos tentando retomar o controle, encarava a bandeja na mesa.
-Não o culpe, nem se culpe... A mãe natureza me deu o sopro da vida para encerrar este ciclo destrutivo da minha família...Eu não estou sozinha tenho os empregados maior parte das empregadas mais antigas da casa ajudaram a minha mãe a me criar... Eu jurei proteger a natureza e seus animais somente isso, a questão de ajudar as pessoas não foi minha escolha inicial, mas elas apareciam do nada com a intenção pura de encontrar alguma cura nas ervas medicinais da Ilha e eu não poderia negar isso. Bem diferente quando soldados do Santuário ou soldados do Submundo pisaram na minha Ilha pela primeira vez, o primeiro para me matar dizendo que eu era uma ameaça a todos, o segundo para me subjugar e me acorrentar as obrigações da minha família...

Finalmente ela voltava a olhar o cavaleiro estava envergonhada isso não tinha como esconder, e inda mais sem jeito complementava .
-Senh...Senhor Albafica...Nã...não sei o que dizer sobre isso, mas não se culpe ou culpe seu Pai...Não desista de sua vida assim, ou saia fazendo este tipo de promessa, a vida é um bem precioso dado a todos...

Muito nervosa e com uma enorme vergonha pelo que estava acontecendo ela apenas, tentava deixa-lo calmo e ainda por cima queria ajuda-lo à colocar os pensamentos em ordem, para não mais ouvi-lo dizer aquele tipo de coisa sobre ela. Assim criou coragem para toca-lo de forma carinhosa no rosto com a ternura de uma mãe, não queria passar nenhuma intenção errada ao cavaleiro e com um sorriso passando a tranquilidade que na verdade ela não tinha naquele momento, para Albafica não ficar preocupado com tudo que a jovem comentou e pior com a decisão impensada de seu ato, ninguém nunca havia falado aquilo para ela.
-Eu estou em paz ...Tenho tudo que preciso aqui na Ilha...Se tinha algo incomodando o Senhor fique tranquilo, da minha parte não desejo nenhuma vingança...

Assim que terminou de falar ela tirava a mão do rosto do cavaleiro e saia do sofá fugindo de mais algum ato que a deixa-se sem jeito e prontamente ela chamava uma das empregadas pedia novamente um chá, mas desta vez ela que queria tomar, assim se manteria longe de olhares e toques do cavaleiro, no qual a jovem ainda não sabia o que ele queria, além da cura para seu amigo.




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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Sab Jun 04, 2016 11:37 am

Albafica
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"Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar, as lembranças que eu guardei estão todas a murchar .Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz, em meus sonhos modificar um destino tão sombrio..."



 Seus olhos se mantinham fixado aos dela, estava realmente disposto a sacrificar sua vida para poder livrar Celaena da dor do passado se fosse o caso. Não por odiar seu pai, mas simplesmente porque sabia que desde que nascera sua vida foi fadada pelos deuses para culminar em um sacrifício para trazer a paz e, para ser sincero, Albafica não se importava em ser esse sacrifício e mesmo que ao invés de trazer paz para o mundo, trouxesse apenas para Celaena, para ele não haveria problema algum!

O guerreiro representante da elite do exército de Athena logo percebeu o desconforto da bela mulher a sua frente que, constantemente evitava o olhar nos olhos, cada gesto e cada palavra dita por ela eram minuciosamente analisados por ele, afinal aquela ilha parecia conter mais segredos, aos quais o santo não sabia e por algum motivo o santuário desejava que soubesse ou então não haveria nenhum outro motivo para ele ter sido enviado para aquele local.

Como ela era gentil! Sua história de vida era apaixonante, afinal, mesmo tendo suportado tamanha dor ela continuava a querer apenas ajudar as pessoas e mesmo estando diante do filho daquele que talvez tenha sido o maior responsável pela dor dela, ainda assim o ajudava e não queria o mal para ele. Celaena era realmente muito misteriosa e por incrível que pareça semelhante a Albafica, talvez por isso ele tenha se afeiçoado facilmente a ela já que costumeiramente o belo evitava contato com os outros mas parecia se sentir bem estando ao seu lado.

Quando sentiu as mãos dela se afastarem, ele também recuou as suas e direcionou seu olhar para bandeja assim como ela fazia, suas mãos, porém não estavam sobre os joelhos e sim cruzadas, sua coluna estava reta  seu semblante transparecia estar mais calmo, ainda mais quando sentiu o doce toque dela em sua face, ela era realmente pura com uma deusa! O carinho demonstrado por ela o fez por um breve momento relembrar dos tempos em que vivia com seu pai, ele lhe tocava sempre da mesma maneira quando queria ensinar algo sobre a vida.



- Nós somos realmente muito parecidos, senhorita Celaena! – sorriu mais uma vez suavemente. Antes de prosseguir, observou a loira se levantar do sofá e caminhar até uma empregada, parecia pedir algo para beber, ele notou que em uma de suas falas ela havia mencionado certa ligação entre seus antepassados e Hades e que desde então passou a agir estranho evitando olhá-lo nos olhos, porém, Albafica podia sentir nos olhos da moça que ela possuía um coração puro e uma boa alma, não havia motivos para desconfiar dela, mas era totalmente compreensível o desconforto da mesma, afinal o santuário nitidamente já havia causado transtornos a ela e quem a garantiria que dessa vez seria diferente?



- E por sermos tão parecidos assim, você pode entender que mesmo a vida sendo um bem precioso, de nada ela adianta quando mal usada! Todos nós temos um propósito neste mundo e eu enquanto guerreiro, não passo de um peão usado em batalha como sacrifício para proteger a paz e trazer alegria para o mundo.  Logo se torna óbvio que eu iria lhe propor dar a minha vida em troca de sua felicidade, afinal você só faz o bem as pessoas e ainda assim os deuses te retribuíram com uma história de dor!  Diferente de mim, você não é um guerreiro, não precisa sofrer! Eu vim ao mundo para suportar a dor de pessoas como você, que não tem culpa alguma dessa destruição em massa causada por Hades e pelos malditos cães do inferno!

Agora tudo parecia fazer mais sentido, todo o desconforto dela desde o primeiro momento em que se encontraram era porque o santuário e a ilha já haviam travado batalhas devido a antiga ligação da ilha com Hades e talvez o Grande Mestre tivesse enviado o pisciano para aquele local esperando que, quando descobrisse a ligação da ilha com o imperador do Submundo, entrasse em combate contra o local que hoje nitidamente era uma nação neutra, mas que poderia um dia voltar a seus costumes antigos e servir a Hades.  O problema é que Albafica enxerga muito mais do que a ambição de dois reinos inimigos! Havia pessoas boas naquele lugar, pessoas que amavam conviverem juntas e amavam sua líder! E o mais importante, Celaena era pura e muito mais bondosa que boa parte dos cavaleiros de Athena e mesmo não sendo sua obrigação,  o santo já havia decidido proteger ela e aquele lugar contra qualquer ameaça, seja dos espectros de Hades, seja dos cavaleiros de Athena indignos!

Quando concluiu sua fala, se levantou e caminhou até a porta, não precisava mais deixar Celaena preocupada e constrangida com sua presença, mas também não devia indagá-la assumindo assim a suspeita do santuário sobre aquele lugar, quando chegou a porta, parou de costas para a mulher e a olhou por cima dos ombros.



- Bom... Senhorita Celaena, acho que devo partir agora não é mesmo? Você não parece muito confortável perto de mim... – sorria gentilmente fitando-a nos olhos: - Eu agradeço imensamente por sua ajuda, saiba que eu estarei sempre em dívida com você e sua ilha, então... Se precisar de algo sabe onde me encontrar, vou estar sempre pronto para ajudar uma amiga.



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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Celaena de Dríade em Dom Jun 05, 2016 1:48 pm

 Albafica parecia que não tinha noção do que estava falando, na realidade Celaena não era parecida com ele, queria ver com que cara o cavaleiro ficaria se descobrisse que ela era uma estrela maligna, mas por fim Celaena apenas tratou de ficar perto da empregada, novamente não gostou do comentário do Albafica, ele agia de maneira estranha, falava como se sua fida não valesse nada a ponto de achar que era apenas um peão nas mãos do santuário, dava até pena de ver ele comentar aquele tipo de coisa, mas a jovem se mantinha afastada. já estava mais calma longe dele.

 Quando Albafica levantou-se do sofá e foi até aporta ela fiava ainda mais aliviada, finalmente ele iria embora e provavelmente ela não teria de lutar naquele dia, sensação que ele percebeu e chegou a comentar quando passava pela porta e ela deixou assim, não o respondeu apenas o seguiu, estava muito confusa, e quando chegou frente a sua mansão apenas pediu para o cavaleiro parar, comentou algo para a empregada ficar dentro da mansão junto aos demais, assim ela seguiu a frente do cavaleiro parando a seis passos a sua frente o fintava com tranquilidade, mostraria para ele que ela não poderia ter sua proteção e muito menos era merecedora de sua vida, se colocando de forma imprudente em perigo, mas teria que fazer isso, já que ele estava decidido a fazer algo que ela achava errado e traria muita dor de cabeça ao coitado no santuário.

 Celaena abria os braços e fechados os olhos já era visível sua tristeza desconhecida antes da surplice de Dríade cobrir seu corpo por completa, o seu brilho já era diferente não era aquela cor imunda do submundo no qual seu material de confecção tinha por natureza, ela tinha um brilho verde escuro forte, sem a luz do sol parecia apenas uma vestimenta negra, mas em alguns pontos dava para ver aquele verde forte.

-Nunca seremos iguais Senhor Albafica! Eu poderia simplesmente deixar o Senhor ir embora com o pensamento de me proteger, mas eu não quero a sua vida...Eu não quero a vida de ninguém, não sou marionete de ninguém, apenas quero viver em paz na Ilha, já lutei e matei muitos soldados no passado para manter a Ilha neutra da influencia de qualquer divindade que venha arrastar sua guerra para ela...

 Ela permanecia de braços abertos, esperava colocar algum juízo na cabeça do cavaleiro, que até aquele momento não conseguia entende-la em suas palavras a tristeza estava estampada em seus olhos que ela permanecia a olhar para o seu jardim.

-Senhor Albafica você não está me devendo nada, apenas fiz o meu trabalho. Quanto a Vida...Não tenha esse pensamento de uma simples marionete, a vida pode ser muito mais que isso, realmente todos temos um proposito, se o Grande Mestre colocou este tipo de pensamento em sua cabeça, acho melhor rever suas escolhas... Você esta totalmente errado em relação a ser um guerreiro suicida, você deve viver e lutar pelo que acredita, proteger aqueles que acreditam em sua força e justiça...Viva e aproveite cada momento, ame alguém, proteja alguém, lute por alguém, torne-se forte para realizar seus sonhos e suas promessas...Nunca pense em morrer muito pelo contrario viva para proteger e ser a luz para guiar as pessoas. Seja forte, seja único, de esperança as pessoas e apenas viva. Assim quando você morrer, poderá descansar em paz sabendo que fez muito mais do que deveria para tornar o mundo um lugar melhor... Não somente morrer em uma guerra pelo bem de uma Divindade qualquer...

 Ela tira a surplice e se mantém parada a frente do cavaleiro, não gostava de ficar muito tempo com aquela vestimenta, mas de forma calma ela seguia a falar.

-Eu não ficaria feliz se alguém morre-se por mim...Quer me ajudar, apenas de o seu melhor, para proteger os outros...E prometa que vai proteger esta Ilha quando eu me for, pois eu me vou algum dia, eu não sou imortal...A natureza preservou a minha vida e impede o domínio da surplice sobre mim...Aqui não existe nenhuma presença maligna e se existir uma, provavelmente quer dizer que eu morri para algum espectro...

 A jovem permaneceu parada frente ao cavaleiro, agora saberia qual era a real intenção dele em relação a sua presença na ilha.




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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Albafica de Peixes em Dom Jun 05, 2016 4:56 pm

Albafica
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"Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar, as lembranças que eu guardei estão todas a murchar .Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz, em meus sonhos modificar um destino tão sombrio..."


  “...Não pensar no fim é o que faz de mim uma chama contra o vento ressistindo a dor em meio a tempestade...”

 Seu olhar se voltou para frente e seus passos o direcionavam para a saída da mansão, não haviam mais motivos para permanecer ali, já sabia tudo o que precisava, detalhes seriam inúteis já que seus olhos já possuiam as informações necessárias para se formar uma opinião própria do lugar e sua governante.  Seu semblante voltou a transparecer  frieza no momento em que cruzou a porta, afinal o mundo lá fora o conhecia como o Veneno Encarnado, o intocável cavaleiro de ouro de Peixes e deveria manter sua  forma de viver, poucas eram as pessoas que conheciam seu lado humano e carinhoso, para ser mais sincero apenas o Grande Mestre, Athena, seu falecido pai Rugonis, Sophie e agora Celaena o conheciam de verdade.



A brisa do lado de fora da mansão se tornava mais intensa de forma a fazerem seus fios cianos se lançarem ao vento e tremularem pelo ar, logo percebeu que Celaena o acompanhava até  o jardim, seus passos apressados chamaram a atenção do belo que ao ouvir sua voz pausou sua caminhada,  seus olhos rapidamente fitaram os dela enquanto ela falava, desde o princípio de suas palavras o santo pôde perceber uma elevação de seu cosmo, ainda que em perfeita harmonia com a energia da natureza ele podia distingui-lo, afinal, também dominava parte da essencia da energia da natureza.  O semblante dela de tristeza enquanto revelava sua armadura negra, com o aspecto de uma sapuris e composta pela joia do mundo dos mortos mas envolta pela energia da natureza o espantou, não esperava tratar-se de uma estrela malígna, não uma pessoa tão pura como ela.



Sua expressão facial, contudo se manteve a mesma, ouvi-la dizer tudo aquilo de fato não era esperado, porém ajudava o cavaleiro de Athena entender a maneira de viver daquela que havia nascido sob a proteção de uma estrela maligna e que mesmo assim se mantinha neutra em relação ao domínio do imperador do mundo dos mortos, seu discurso, sempre fiel a sua postura prenderam a atenção dele que em todo momento a fitava nos olhos.

Logo em seguida, sua sapuris desapareceu de seu corpo e embora sua voz permanecesse doce como sempre fora, ele sabia muito bem da tristeza que ela trazia em suas palavras, lutar com ela ali naquele momento talvez fosse o desejo do santuário e do submundo, pois se tratavam de membros de exércitos distintos, mas seria mesmo necessário enfrentá-la?



- Está enganada Celaena! – Sua voz era serena como sempre fora, seus olhos se mantinha firmes aos dela, os animais pareciam se aproximar do jardim, mas ainda assim mantinham distancia dos dois parados em meio aquele mar de flores: - Somos muito mais parecidos do que pensa! Eu não sou uma marionete, tão pouco um suicida... “A Paz não se alcançará com a violência, e mesmo que tente isso nos leva ao fracasso! Sozinho você não é capaz de mudar á todos, mas esse é o lado bonito deste mundo!”...  – fazia uma breve pausa, o brilho em seu olhar transparecia convicção em suas palavras, seu semblante era sério, confiante, sabia bem o que dizia! - Essas palavras me foram ensinadas por aquele que me amou acima de tudo e entregou sua vida por amor a mim, a razão de eu e você estarmos aqui hoje foi porque alguém se sacrificou por mim e outro alguém se sacrificou por você, por que acreditava que você seria capaz de mudar esse mundo corrupto! Eu não ofereci minha vida para uma qualquer e, mesmo agora que sei que você nasceu sob a proteção de uma estrela maligna, eu ofereceria minha vida da mesma maneira! Sabe por quê?  Porque eu sei que assim como eu, você teve tudo para se entregar ao caminho de trevas e ainda assim escolheu viver na luz! Seus olhos confessaram desde o primeiro momento em que eu te vi que você assim como eu precisou suportar a desconfiança de todos e provar á todos o seu valor para hoje ser reconhecida! Eu era o garotinho delicado, a aberração da natureza, filho de Rugonis... Hoje sou o Veneno Encarnado, O Cavaleiro de Ouro de Peixes! Você nasceu sob a maldição de servir a Hades, condenada as trevas e hoje brilha com a natureza e guia seu povo á luz!  O fato de estarmos defendendo lados opostos não muda o objetivo em comum que ambos possuímos! Eu morreria por alguém que possuí a qualidade de mudar seu próprio destino de trevas em luz, por alguém que com sua delicadeza e pureza de coração tem o poder de mudar o mundo, eu confiaria a minha vida para fazer você mudar o mundo! Isso não faz de mim um “soldado suicida” e sim um “peão” valoroso, suporte necessário para se vencer o mal, eu confiaria minha vida á você porque sei que você tem o que é necessário para acabar com as trevas que domina o mundo, mesmo sendo parte das 108 estrelas malignas de Hades!





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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

Mensagem por Celaena de Dríade em Dom Jun 05, 2016 9:08 pm

 Celaena soltou os cabelos, deixando-os cair por sobre os ombros, os olhos dela brilhavam como nunca, o prateado transparecia a paz e tranquilidade ao escutar o cavaleiro, estendo a mão direita Celaena parecia chamar uma das criaturas que por algum tempo ficou observando tudo que estava acontecendo ao redor da mansão o cervo chega pero dela de forma gentil e delicada.

-Eu sou livre graças a Gaia, pertenço a natureza e com ela me tornarei uma, quando eu me for e eu me vou...O senhor tem o meu respeito e reconhecimento... Celaena respondia de forma firme e tranquila, seu cosmo já estava unido a natureza naquele momento e aos poucos escondia sua presença.

 Ela o reverenciava novamente e com a suave brisa que tocava suavemente seu rosto ela sorria voltando a encara-lo, tão logo tocou no cervo e seguiu para perto das árvores no final do grande jardim. Assim assegurou a si mesma que não havia razão para o medo inexplicável que sentia, uma vez que tudo prometia sair melhor do que julgara. A ansiedade em seu rosto devia ser evidente e não passou despercebida ao cavaleiro.
-Senhor Albafica fico muito grata por sua ajuda, vamos nós encontrar outras vezes, é o que a natureza me contou agora a pouco. O senhor pode deixar a Ilha em paz, mas lembre-se apenas proteja a Ilha quando eu me for...Sua vida pelo que a suave brisa me contou pertence a outra pessoa chamada  Sophie...Lute por ela, proteja este lugar...Lute por aqueles que acreditam em sua força, no final foi como eu te falei, eu passei a ficar curiosa sobre o teu destino e acredite você é o primeiro cavaleiro no qual eu posso acreditar no teu poder e justiça... A jovem deixava  o Albafica sozinho ela seguia sorrindo e acariciava o cervo, além de conversar com o animal.
-Eu acredito no Senhor Albafica, é uma pena que a guerra começou queria conhece-lo em um tempo de paz... Assim ela seguiu conversando com a criatura até chegar perto das árvores e permanecer a sombra de uma delas meditando.




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Re: [RP FECHADA] A Estrada das Pétalas.

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